Uso do storytelling na educação ambiental para sensibilização do público infantil sobre arraias de água doce
Ano de defesa: | 2016 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Tocantins
Palmas |
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Ciências do Ambiente - Ciamb
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
BR
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Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | http://hdl.handle.net/11612/254 |
Resumo: | A racionalidade humana reduziu sua relação com os animais não humanos, colocando-os num status de objeto. Este fato, aliado ao processo de urbanização, vêm desgastando a interrelação entre animais humanos e animais não humanos ao longo das gerações. A exemplo disso, a relação entre seres humanos e arraias de água doce, vem sendo evidenciada nos últimos anos nos rios das bacias Amazônica e do Tocantins-Araguaia. Por um lado, estes peixes encontram-se legitimados pelo seu processo evolutivo e adaptativo, em seu hábitat natural e, por outro, os seres humanos, também calcados pela necessidade de desenvolvimento cultural e tecnológico. Ambos usufruindo do mesmo ambiente, cenário configurado em Porto Nacional-TO, em que o rio Tocantins foi transformado em reservatório, em decorrência da inauguração da UHE do Lajeado, Luís Eduardo Magalhães. O presente trabalho objetivou utilizar-se do storytelling na educação ambiental para sensibilizar o público infantil da região, quanto à sua relação com as arraias de água doce. A relevância do mesmo está centrada no fato de garantir meios para a mitigação da visão distorcida que se desenvolveu a partir da relação entre ambas as partes, por meio da interdisciplinaridade. Para tanto, desenvolveu-se uma pesquisa-ação com o público infantil das escolas públicas estaduais localizadas no entorno urbano do reservatório. No primeiro momento, diagnosticou-se os conhecimentos prévios do público alvo sobre o objeto de estudo; depois, elencou-se subsídios científicos que permitissem identificar os princípios norteadores para o desenvolvimento da proposta; a partir daí, elaborou-se e produziu-se um material texto visual educativo, o qual foi verificado em termos de aceitação e introjeção de informações, por parte das mesmas crianças abordadas inicialmente. Como resultado obteve-se uma estorinha em quadrinhos, a qual foi validada pela maioria do público alvo. Quanto à introjeção das informações observou-se que a maioria das crianças formulou respostas que contemplaram uma relação positiva com as arraias de água doce, fato não evidenciado durante a fase diagnóstica. Concluiu-se, portanto, que houve eficácia da proposta em termos de sensibilização do público infantil e sugeriu-se testá-la para a relação com outros animais não humanos, os quais a relação com seres humanos possa estar igualmente conturbada. |