Monitoria inclusiva no ensino superior: discursos e imagens de si e do outro
Ano de defesa: | 2020 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Instituto de Educação, Letras, Artes, Ciências Humanas e Sociais - IELACHS::Curso de Graduação em Letras Brasil UFTM Programa de Pós-Graduação em Educação |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://bdtd.uftm.edu.br/handle/123456789/1099 |
Resumo: | O Programa de Monitoria Inclusiva da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) é uma das ações de permanência propostas pela Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis, mediante o Serviço de Acompanhamento Pedagógico, para atender uma demanda de atendimento inclusivo da universidade. Por meio dos discursos de estudantes monitorados e alunos que atuam como monitores inclusivos, este trabalho tem o objetivo de compreender como acontece o processo de inclusão na universidade e os sentidos que os estudantes atribuem à ação. O Programa de Monitoria Inclusiva é uma importante ferramenta para a reflexão sobre discursos e sentidos que circulam sobre a inclusão na universidade. Os sujeitos da pesquisa podem trazer em seus discursos as diversas vozes que permeiam o ambiente universitário e, por isso, podem colaborar com a reflexão proposta. O objetivo geral deste estudo foi analisar os sentidos que os monitores inclusivos e alunos monitorados, ditos alunos com necessidades educacionais específicas, participantes do Programa de Monitoria Inclusiva da UFTM, atribuem à inclusão no contexto universitário. O corpus da pesquisa foi composto por relatórios produzidos pelos monitores inclusivos, além de questionários e entrevistas que complementaram as análises. O paradigma indiciário, tal como proposto por Ginzburg (1989), orientou a estratégia de seleção dos enunciados para análise em busca dos indícios das imagens que os sujeitos pesquisados produzem de si e do outro no processo de inclusão. Ancoram as análises as concepções de Michel Foucault (1996, 2008, 2009) sobre formação discursiva, concepção de sujeito, governamentalidade e mecanismos de controle de discursos; também a leitura realizada por Fischer (2012, 2013) e Veiga-Neto (2000, 2007). Michel Pêcheux (2014) ancora a análise das formações imaginárias presentes no discurso dos sujeitos da pesquisa. Os resultados da pesquisa apontam para a necessidade de rompimento de fronteiras discursivas e imaginárias que pré-determinam os lugares dos sujeitos em situação de deficiência, por meio da abertura de espaços de ampla participação de todos agentes, priorizando que grupos minoritários sejam ouvidos e considerados em suas demandas e singularidades. |