Atividade muscular durante as tarefas de sentar e levantar em individuos na fase subaguda da COVID-19 com quadro funcional leve a moderado: estudo transversal.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: SISCONETTO, Angelica Taciana
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação
Brasil
UFTM
Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://bdtd.uftm.edu.br/handle/123456789/1613
Resumo: Introdução: Apesar da importância da fisioterapia no tratamento dos comprometimentos funcionais causados pela COVID-19, há poucas evidências disponíveis na literatura sobre a reabilitação pós-COVID. Além disso, a COVID-19 acomete o sistema musculoesquelético causando limitações na realização de tarefas diárias. Objetivo: esta dissertação de mestrado teve dois objetivos: 1) mapear estudos que abordem o uso da fisioterapia na reabilitação de pacientes adultos e idosos após infecção por COVID-19; 2) avaliar a atividade elétrica muscular durante as tarefas de sentar e levantar em indivíduos com e sem COVID-19. Métodos: Para o primeiro objetivo foi realizado uma revisão de escopo baseada na metodologia do Joanna Briggs Institute: participante (P), representado por pacientes adultos e idosos pós COVID-19; conceito (C), intervenções fisioterapêuticas; e contexto (C), período de recuperação após COVID-19 (fase hospitalar ou ambulatorial). Para o segundo objetivo foi realizado estudo transversal em indivíduos com e sem COVID-19 em três etapas: aplicação do formulário eletrônico, triagem dos participantes e avaliação da atividade elétrica muscular durante tarefa de sentar e levantar por meio da eletromiografia. Resultados: No primeiro estudo foram identificados 7.568 estudos; no entanto, apenas 11 foram incluídos na revisão. As intervenções fisioterapêuticas incluíram exercícios aeróbicos, treinamento muscular respiratório, treinamento de força muscular, exercícios respiratórios, mobilização precoce, treinamento de equilíbrio, manobras de higiene brônquica, manejo de posicionamento corporal, treinamento de flexibilidade, treinamento cognitivo, estimulação elétrica neuromuscular e exercícios de tronco. No segundo estudo foi observado que durante tarefas de levantar, não houve diferença entre a média do RMS nos músculos reto femoral (RF), tibial anterior (TA) e gastrocnêmio medial (GM) entre os grupos. Durante tarefas de sentar, não houve diferença entre a média do RMS nos músculos RF, TA e GM entre os grupos. Porém, houve diferença clínica moderada (DCohen = 0,70) na atividade do TA entre os grupos. Conclusão: Nosso estudo demonstrou a crescente utilidade das intervenções fisioterapêuticas, principalmente na melhora da qualidade de vida, bem como das funções corporais após reabilitação pulmonar, cardíaca, neurológica, digestiva e musculoesquelética. Observamos também que não houve diferença na atividade muscular nas tarefas de sentar e levantar em indivíduos com e sem COVID-19, entretanto, destaca-se a alta variabilidade na ativação muscular, principalmente do tibial anterior, na tarefa de sentar no grupo COVID-19.