Autopercepção de saúde e estilo de vida de professores da educação básica durante a pandemia de COVID-19
Ano de defesa: | 2023 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação Brasil UFTM Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://bdtd.uftm.edu.br/handle/123456789/1785 |
Resumo: | O professor da educação básica é um dos profissionais que mais apresenta agravos de saúde, quase sempre relacionados ao estilo de vida. Durante a pandemia COVID-19 eles fizeram de sua casa o ambiente de trabalho e tiveram que se adaptar à nova modalidade de ensino a distância. Deste modo, a carga de trabalho desses profissionais foi intensificada podendo ter trazido prejuízos ainda maiores à saúde física e mental. Diante disso, objetivou-se desenvolver dois artigos para buscar na literatura informações sobre a autopercepção de saúde dos professores da educação básica e avaliar a autopercepção de saúde e o estilo de vida dos professores da educação básica durante a pandemia COVID-19. Para o primeiro artigo de revisão integrativa da literatura, foi realizada busca nas bases de dados, Pubmed, Lilacs, Embase, Web of Science, Scielo, Scopus e Cinahl, visando artigos publicados em qualquer período ou idioma. Foram utilizadas estratégias sensibilizadas com os termos retirados dos Descritores em Ciências da Saúde e Medical Subject Headings “Professores Escolares”, “Autoimagem“ e “Saúde”, a busca foi realizada em janeiro de 2023. O segundo artigo trata-se de um estudo transversal realizado com professores da Educação Básica que atuam nas escolas cadastradas na superintendência regional de ensino de Uberaba - Minas Gerais, no período de agosto de 2020 a dezembro de 2021. A revisão resultou em doze artigos e a maioria, mostrou altos índices 85,7% de professores com percepção de saúde boa/muito boa/ótima. No entanto, estão expostos a fatores sociodemográficos, de trabalho, de infraestrutura e a um estilo de vida ruim com alimentação inadequada, consumo de álcool e tabaco, inatividade física, sedentarismo, IMC elevado, doenças crônicas, além de depressão e ansiedade. O estudo transversal foi realizado com 188 professores e encontrou prevalência de participantes do sexo feminino 95,2%, média de idade de 45,71 (DP = 8,13) anos, casados/união estável 53,7% e com pós-graduação 66,5%. Em relação à autopercepção de saúde dos professores 54,3% apresentaram percepção muito boa/boa e 45,7% percepção regular/ruim/muito ruim, 63,3% tinham estilo de vida bom/muito bom/excelente, 43,1% apresentaram sono ruim, 34,6% distúrbio do sono, 47,3% eram muito ativos/ativos, 52,6% insuficientemente ativos/sedentários, 58,5% tinham média de mais de um medicamento (1,45) e média de 2,48 de doenças diagnosticadas. Na avaliação do estilo de vida dos professores durante a pandemia segundo o (Q8RN), os professores tiveram menores pontuações nos domínios: nutrição e exercícios e a pior pontuação foi para temperança. Os estudos mostram que a maioria dos professores percebem a saúde e o estilo de vida como sendo bons, mas que possuem fatores prejudiciais à saúde. Vale ressaltar que comparado ao estudo de revisão integrativa os índices de autopercepção de saúde boa dos professores durante a pandemia diminuíram e aliado a um estilo de vida com hábitos ruins, pode ter contribuído com o aparecimento de doenças ou agravos. As informações destes estudos podem auxiliar novas pesquisas que acompanhem os efeitos do isolamento na saúde dos professores e contribuir com as autoridades na elaboração de estratégias que melhorem as condições laborais, estilo de vida e saúde desses profissionais. |