Aspectos clínicos-epidemiológicos e percepção de dor na anemia falsiforme.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Felix, Andreza Aparecida
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Patologia Clínica
BR
UFTM
Programa de Pós-Graduação em Patologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Dor
Link de acesso: http://localhost:8080/tede/handle/tede/52
Resumo: Doença falciforme (DF) é uma das principais e mais frequentes doenças genéticas que acometem os seres humanos. Caracteriza-se pelo predomínio da hemoglobina S (HbS) com manifestações clínicas evidentes: anemia falciforme (HbSS) e associações com outras variantes de hemoglobinas: HbC, HbD e talassemias (a e b). Predomina entre negros e pardos. Estima-se mais de 7.200.000 portadores de traço falciforme no Brasil e o nascimento de 3.500 crianças por ano com DF. As hemácias com hemoglobina S assumem, em condições de hipóxia, forma semelhante à foice, podendo levar a oclusão total dos capilares, provocando lesões teciduais agudas, com crises de dores e lesões crônicas de órgãos. Doenças, exposição ao frio e estresse são fatores que desencadeiam crises. Dor devido à crise de vaso-oclusão é a maior causa de hospitalização e está associada à mortalidade precoce. Através de visitas domiciliares foram realizadas entrevistas com pacientes falcêmicos, coletando dados clínico-epidemiológicos e de dor. Estes eram residentes de Uberaba e tinham idade igual ou superior a 18 anos. Encontrou-se, num total de 47 pacientes: negros 78,7%, pardos 17%; brancos 4,3%; gênero feminino em 59,6% da amostra; Tipo de Hemoglobinopatia: SS 63,8%, SC 17%, Sb talassemia 10,6%; 78,7% já fizeram transfusão sanguínea; Crises de dor: crises frequentes em 85,1%, com média de 7,02 crises/ano; Mensuração da dor: END média 5,5 (dor moderada); MPQ 35,9; Locais mais frequentes: 74,5% MMII, 57,4% ombros e MMSS, 53,2% coluna lombar, sacra, cócci; Estação do ano predominante: inverno (68,1%); Sentimentos em relação à doença: 38,3% aceitação, 21,3% revolta, 17% tristeza. Mudanças após diagnóstico: 46,8% piora em relação ao trabalho, 31,9% em relação ao lazer. Concluiu-se que a doença afeta todos os níveis do indivíduo e a dor chega a ser incapacitante para grande parte dos pacientes falcêmicos.