Pendências: como corpos que se penduram usam e fazem a cidade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Loureiro, Bárbara Côrtes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/63863
Resumo: Este trabalho discorre sobre as práticas verticais - um conjunto de maneiras de deslocamento pedestre pelo eixo vertical, com uso de equipamentos para suspensão do corpo, como arneses, fixados a cordas por meio de mosquetões - e seus impactos sobre a significação do espaço (e) da cidade, especialmente em relação a percepções funcionalizadas da arquitetura urbana. Para tanto, toma o caso especialmente notável da presença dessas práticas no viaduto Sumaré, na zona oeste da capital paulista, onde é possível encontrá-las em realização contínua desde meados da década de 1990. A pesquisa descreve e analisa situações do caso a fim de identificar o que as estabelece, como as práticas significam a si mesmas, à cidade, suas estruturas e seus usos. Como resultado, sugere uma identificação dos usos não-previstos da cidade como expressão citadina do caráter incapturável da movimentação corporal autônoma, bem como de uma potencialidade inventiva no fazer-cidade, que transpassa os limites do controle institucional, da previsão funcionalista e do determinismo do Poder estruturante.