Perfil epidemiológico, rastreamento citológico e de infecções genitais por Papilomavirus Humano, Chlamydia Trachomatis e Neisseria Gonorrhoeae nas mulheres indígenas do Xingu

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Porto, Claudia Regina Cinti Corrêa [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/65614
Resumo: OBJETIVO: Identificar três dos principais agentes causadores de infecções sexualmente transmissíveis, Papilomavirus humano(HPV), Neisseria gonorrhoeae(NG) e Chlamydia trachomatis(CT) nas mulheres sexualmente ativas com idade superior a 18 anos, indígenas, que vivem no Parque Indígena do Xingú. MÉTODOS: Através de coleta cérvico vaginal e Reação em Cadeia Polimerase (PCR) avaliamos o meio ambiente cérvico-vaginal quanto as principais infecções sexualmente transmissíveis Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae e Papilomavírus humano. Foi realizada citologia oncótica em meio líquido para análise citológica, que foi realizada por dois citopatologistas. Todos os achados foram correlacionados entre si, com faixa etária, com tipos prevalentes de HPV e com achados citológicos. A análise de acurácia citológica foi feita mediante a teste comparativo entre os resultados dos dois citopatologistas. RESULTADOS: Avaliamos citologia e testes moleculares de 992 mulheres indígenas que vivem no Parque Indígena do Xingu. Encontramos 18,2% de positividade para HR-HPV. Destes, 6% apresentavam HPV16, 5% HPV18 e 81% tinham outros tipos de HR-HPV. A coinfecção por HPV16 e outros tipos foi observada em 5% das mulheres e 3% apresentaram a coinfecção HPV18 e outros tipos. Além disso, 1,8% apresentaram teste de CT positivo e não foi detectado nenhum caso de NG. HR-HPV foi observado em 33% das mulheres com CT, todos associados ao grupo outros tipos de HR-HPV. Mulheres mais jovens foram mais suscetíveis à infecção por HPV e por CT. Em relação a análise de acurácia citológica, houve 87,5% de concordância e 12,5% de discordância entre os dois observadores. O maior número de discordâncias esteve presente nos casos com alterações menores (ASCUS, LBG e AGC) CONCLUSÃO: nossos dados mostraram alta frequência de HR-HPV e importante frequência de CT. Não houve associação entre CT, NG e HR-HPV para ação patogênica combinada. Os achados citológicos mostraram baixa ocorrência de lesões graves e a alta ocorrência de testes citológicos negativos com alta percentual de concordância entre os observadores.