As concepções das práticas da terapia ocupacional na educação regular do município de Araras
Ano de defesa: | 2018 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7504853 https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/52351 |
Resumo: | O movimento de inclusão social defende uma sociedade na qual é possível a participação efetiva de todos os indivíduos respeitando todas as particularidades. Neste cenário, a escola necessita repensar sua organização, de modo a atender a diversidades de todos os seus estudantes. Além do professor, o processo de inclusão escolar, pode ser composto por diversos profissionais, entre eles, o terapeuta ocupacional. No município de Araras, essa atuação tem se configurado com ações numa vertente médico/pedagógica, baseada em orientações, herança do paradigma da Integração e do modelo médico. Sendo assim, esse estudo teve por objetivo geral compreender as concepções de coordenadoras pedagógicas sobre a atuação da Terapia Ocupacional na Educação Regular no município de Araras/SP. Utilizou-se o método qualitativo com a realização de entrevista semiestruturada, delimitando-se oito questões norteadoras para a produção de dados. A pesquisa foi realizada em duas etapas: a primeira etapa envolveu um levantamento de todos os encaminhamentos realizados pelas escolas ao Serviço de Terapia Ocupacional, no ano letivo de 2016 e primeiro semestre de 2017, com o intuito de identificar e verificar os motivos das solicitações deste profissional nas escolas enquanto a segunda etapa se caracterizou pela realização de entrevistas semiestruturadas com 10 coordenadoras pedagógicas participantes. Os dados foram organizados para a análise primeiramente das fichas de encaminhamentos realizadas pelas escolas e posteriormente, das entrevistas transcritas na íntegra. Para a análise das fichas de encaminhamentos, iniciou-se com a organização das informações: data da triagem, escola, coordenador, data nascimento do aluno, gênero, série do aluno, queixa escolar da questão de múltipla escolha, como intuito de identificar o panorama geral dos sujeitos e das queixas e posteriormente análise de conteúdo temático para suas duas questões dissertativas, método também utilizado na análise das entrevistas. Para a análise de conteúdo temática, as respostas foram organizadas separadamente e então, agrupadas de acordo com núcleos temáticos. Foi identificado nas fichas de encaminhamento que a principal queixa indicada para a atuação do terapeuta ocupacional estavam relacionadas às dificuldades dos alunos relacionadas aos aspectos da coordenação motora fina. Nas entrevistas, além desse aspecto comum a ficha de encaminhamento, emergiram aspectos relacionados à dificuldade do estabelecimento de uma parceria entre professor/TO, as dificuldades do processo de inclusão escolar diante da formação e qualificação do professor, as ações realizadas pelo terapeuta ocupacional a partir das solicitações e a idealização dessas ações assim como da articulação Saúde/ Educação no contexto educacional. A partir dos resultados da pesquisa, verifica-se a necessidade de que o terapeuta ocupacional, na figura de suporte técnico, reinvente sua prática no acompanhamento dos profissionais da educação, principalmente os professores, com o objetivo de oferecer apoio para a promoção de atitudes inclusivas diante de seus alunos com deficiência ou dificuldades pedagógicas. |