Experiência com teste de contato atópico em asmáticos adultos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Dracoulakis, Michel [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/64012
Resumo: Introdução: Asma é uma das doenças crônicas de vias aéreas mais prevalentes, com morbidade e mortalidade significantes, consistindo em um conjunto de sintomas secundário a inflamação brônquica. Múltiplos fatores estão associados ao desenvolvimento e gravidade da asma, entre eles a alergia respiratória, que afeta a maioria dos asmáticos. Alergia é uma reação imune específica inadequada que provoca uma inflamação, e, assim, sintomas. Há diferentes mecanismos com os quais o sistema imune pode reagir aos antígenos, tanto humorais como celulares. É reconhecida a importância da reação de hipersensibilidade imediata, através de Imunoglobulina específica do tipo E (IgE) na alergia respiratória. Outra forma comum de reação a antígenos ambientais é a reação de hipersensibilidade tardia, mediada por células, usual nas dermatites de contato. Na dermatite atópica, doença cutânea com paralelos com a asma, é documentada reação IgE mediada, mas também, reação celular aos antígenos ambientais, proteicos. Objetivo: Explorar o uso do Teste de Contato Atópico (APT) com aeroalérgenos na investigação de pacientes asmáticos adultos em sua significância e representatividade, e na sua relação com descritores clínicos, funcionais e inflamatórios Métodos: O APT consiste em um teste in vivo de hipersensibilidade tardia feito com antígenos proteicos, neste contexto, aeroalérgenos. O teste foi aplicado de forma exploratória com quatro antígenos (Aspergillus fumigatus, Blomia tropicalis, Dermatophagoides farinae e Dermatophagoides pteronissynus) em uma coorte de asmáticos adultos tratados, estáveis, entre outras avaliações feitas com intuito de estratificação dos pacientes. Incluiu-se questionários de controle da asma, exames laboratoriais, com avaliação de celularidade no escarro e lavado nasal, e testes cutâneos (TC) para detecção de hipersensibilidade imediata a uma bateria de aeroalérgenos. Resultados: Foi encontrada positividade para os alérgenos testados, com diferença significativa em positividade para Aspergillus fumigatus e Blomia tropicalis, em comparação com o teste cutâneo de leitura imediata. Observou-se APTs positivos em 66,28% dos pacientes em 48h e 73,81% dos pacientes em 96h. Houve associação do APT positivo com rinite persistente e uso de corticoide nasal, e menores valores de VEF1 e FEF25-75% pós broncodilatador. Não houve reações adversas graves e/ou sistêmicas nos pacientes, em relação ao teste. Conclusões: O APT com aeroalérgenos mostrou capacidade de identificar sensibilização adicional às detectadas com TC com segurança. Um APT positivo se relacionou com sintomas nasais e menores valores médios de VEF1 e FEF25-75%.