Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Salomão, Rubens Paulo Araujo [UNIFESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://hdl.handle.net/11600/71622
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Resumo: |
INTRODUÇÃO: A neurodegeneração com acúmulo cerebral de ferro (NBIA), do inglês neurodegeneration with brain iron accumulation, refere-se a um grupo de doenças raras, cuja característica principal é o acúmulo cerebral de ferro com predomínio na região dos gânglios da base. O quadro clínico da NBIA é heterogêneo e caracterizado por uma combinação de sinais e sintomas, como transtorno de movimento, disfunção cognitiva, sinais piramidais, alterações psiquiátricas e anormalidades oftalmológicas. Existem 10 genes classicamente relacionados à NBIA, que incluem: PANK2, PLA2G6, C19orf12, FA2H, COASY, ATP13A2, DCAF17, CP, FTL e WDR45. Devido ao sequenciamento de última geração, novos genes relacionados às NBIAs têm sido descritos. OBJETIVOS: Avaliar e descrever os aspectos clínicos, as características de neuroimagem e a investigação genética de pacientes com suspeita de NBIA, os quais foram selecionados por exames de imagem de crânio, que apresentavam acúmulo cerebral de ferro e por exame neurológico, que apresentavam quadro clínico característico de NBIA. Como objetivo secundário, propõe-se um guia de orientação diagnóstica para pacientes com suspeita de NBIA. METODOLOGIA: Foram avaliados 24 pacientes com acúmulo de ferro em exame neuroimagem e com quadro clínico compatível com o espectro de doenças NBIAs, os quais não eram explicados por outras etiologias. Os pacientes foram submetidos à avaliação neurológica, ao estudo de neuroimagem e à investigação genética. Com base em dados do estudo e revisão da literatura, foi proposto um guia de orientação diagnóstica para pacientes com NBIA. RESULTADOS: O estudo apresentou aspectos clínicos, de neuroimagem e genéticos de 24 pacientes com suspeita de NBIA, dos quais 14 deles tiveram o diagnóstico de NBIA confirmado. Em 2 pacientes, foi detectado mutação nos genes TIMM8A e KMT2A, os quais não pertecem ao espectro de doenças classificadas como NBIA. Oito pacientes realizaram pesquisa dos genes PANK2, PLA2G6 e C19orf12 e não obtiveram resultado para mutação nesses genes, permanecendo em investigação. Foi proposta uma orientação diagnóstica em pacientes com suspeita de NBIA relacionando o exame neurológico e estudo de ressonância magnética de crânio. CONCLUSÕES: A descrição das características fenotípicas, de neuroimagem e genéticas dos pacientes do estudo proporcionou maior compreensão das NBIAs em pacientes brasileiros. Um guia de orientação para pacientes com suspeita diagnóstica de NBIA foi proposto. |