Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Barlera, Tais Tavares [UNIFESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/65897
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Resumo: |
Introdução: o linfoma de Hodgkin é uma neoplasia hematológica de células B que afeta principalmente adolescentes e adultos jovens. Estudos recentes descreveram no microambiente tumoral a interação de ligantes presentes nas células de Reed Sternberg, o ligante de morte programada 1 (PD-L1) com receptores expressos por células T. Essa ligação PD-L1 com a proteína de morte programada 1 (PD-1), reduz a eficácia das células T, tornando o sistema imunológico inoperante contra as células tumorais. Terapias para inibir o checkpoint imunológico PD-1/PD-L1, têm sido desenvolvidas com o objetivo de manter o sistema imune celular ativo contra células tumorais, levando a regressão da neoplasia. Atualmente, o Pembrolizumab anticorpo anti-PD-1, foi aprovado pelo FDA como boa opção no tratamento de linfoma de Hodgkin clássico (LHC). Objetivos: avaliar a expressão da proteína da morte celular programada 1 (PD-1) em crianças e adolescentes com LHC. Correlacionar a presença do marcador PD-1 a parâmetros clínicos. Comparar os dados clínicos da casuística apresentada com os dados da literatura. Métodos: estudo retrospectivo em pacientes com LHC, idade até 21 anos, admitidos entre janeiro de 2009 a fevereiro de 2019. Foi realizada análise quantitativa da imunoexpressão do marcador PD-1, utilizando um sistema digital de imagem que consiste em um microcomputador acoplado a uma câmera com placa digitalizadora, trabalhando em ambiente Windows, com o software Image J (NIH USA). A captura das imagens se baseou no princípio do hot spot, iniciando na área mais positiva das amostras com captura dos demais campos de maneira consecutiva. Após a captura das imagens foi desenvolvida uma macro no Programa Image J, onde essas imagens foram trabalhadas, realizando um “Treshold” e “Binarização” das mesmas para quantificação por meio do software. Foram obtidas a média e mediana da expressão do marcador para cada um dos casos, classificando as amostras como de baixa ou alta expressão do PD-1. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética da UNIFESP. Resultados: foi observada tendência de menor expressão do PD-1 no sexo feminino (p = 0,095) e alta expressão do PD-1 em pacientes com déficit nutricional (p = 0,073). Conclusão: todas as amostras tumorais apresentaram expressão do PD-1. Não houve correlação da expressão do PD-1 com nenhum parâmetro clínico, Sobrevida Global ou Livre de Eventos. A população estudada representa de maneira geral o universo dos pacientes com LHC exceto pela porcentagem de pacientes com VHS aumentado e presença de sintomas B. |