Medidas volumétricas para normatização do lobo temporal anterior e hipocampo e correlação com outras medidas de estruturas cerebrais, utilizando imagens de ressonância magnética em crianças sem alterações neurológicas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Henao, Harold Ruiz [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/39424
Resumo: Objetivo: Padronização de medidas volumétricas do lobo temporal anterior e hipocampo, direitos e esquerdos em crianças com o propósito de estudar as estruturas que são fundamentais no sistema límbico. Métodos: Foram selecionadas crianças, do ambulatório da Neuropediatria, sem alterações neurológicas que realizaram ressonância magnética de crânio, e que apresentavam cefaléia crônica diária, com exame normal. Neste grupo além do exame de rotina foram realizadas seqüências para o lobo temporal. O grupo de estudo consistiu de 47 pacientes, com idades entre 6 e 10 anos de ambos os sexos. As medidas de volume do lobo temporal anterior e hipocampo, bilateral, foram realizadas utilizando a estação de trabalho (Workstation) e os volumes foram calculados em Cm3 , O método de medida de volume foi feito por traçado da borda dos lobos temporais anteriores e hipocampo, com imagens de reformatação coronal e axial oblíquas de seqüências 3D ponderadas em T1, e obtidas com 1,5 mm de espessura. Por causa de que pode haver diferencias do volume hipocampal e do lobo temporal anterior, com respeito à idade, foi utilizado o método da esfera para a normatização dos volumes dos hipocampos e dos lobos temporais pediátricos Todos eles apresentavam exame clínico e neuropsiquiátrico normal e em nenhum havia antecedentes de convulsões nem de ingestão prolongada de glucocorticoides. Os estudos foram vistos consecutiva ou simultaneamente por um médico radiologista em duas ocasiões, numa estação de trabalho e de idêntico modo. Os resultados se tabularam tendo em conta o perímetro cefálico, idade, e os volumes obtidos, e foram analisados mediante regressão simples sem transformarem variáveis, tomando como dependente a idade entre 6 a 10 anos, e como variáveis dependentes ao volume do lobo temporal anterior e hipocampo em ambos os sexos. Foram medidas as áreas do corpo caloso e da protuberância da ponte, assim como a distância antero-posterior da ponte cerebral, isto com o intuito de correlacionar estas medidas com o volume cerebral. Discussão: Foi achada uma boa correlação entre o perímetro cefálico e o volume cerebral. O anterior demonstra que o perímetro cefálico já é parte do volume cerebral. Não foi achada correlação entre o volume do lobo temporal e hipocampo com o volume cerebral. Conclusão: Foi observada uma associação significante do volume cerebral com três variáveis (altura cerebral no corte coronal, área cerebral em corte axial e o perímetro cefálico). A normatização por medidas volumétricas do lobo temporal anterior e do hipocampo precisa continuar sendo estudadas para obter uma padronização adequada.