O teste oral de tolerância à glicose é frequentemente alterado em pacientes com epilepsia de difícil controle

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Vianna, Joao Batista Macedo [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/21392
Resumo: Objetivo: A eficácia clínica da dieta cetogênica, como medida terapêutica para os pacientes com epilepsia de difícil tratamento, levou-nos a investigar o metabolismo da glicose de pacientes submetidos à sobrecarga oral de glicose, o teste oral de tolerância à glicose (TOTG). Material e Método: Trinta pacientes (12 homens e 18 mulheres, com idade de 17 a 59 anos, média 35,1 anos), com epilepsia de difícil tratamento e 23 pacientes com epilepsia controlada (11 homens e 12 mulheres, com idade de 14 a 66 anos, media 36,9 anos) e trinta e nove pacientes (8 homens e 21 mulheres, com idade de 16 a 58 anos, média 33,3 anos) compreendendo o grupo controle, foram avaliados com o TOTG. Para os pacientes com epilepsia nós também medimos o peptídeo - C e a hemoglobina glicosilada em estado de jejum. Os níveis de glicose abaixo de 70 mg/dl em qualquer ponto da curva foram considerados anormais. Resultados: Todos os pacientes do grupo controle e do grupo de pacientes com epilepsia controlada apresentaram um TOTG normal. Por outro lado, cada um dos trinta pacientes do grupo com epilepsia de difícil tratamento teve no mínimo 1 ponto da curva de TOTG abaixo da faixa normal (P<0.001), mais freqüentemente aos 180 e 240 minutos após a carga de glicose oral (P<0.001). Os níveis de peptídeo - C e insulina sérica em jejum foram significantemente mais baixas no grupo de pacientes com epilepsia de difícil tratamento, quando comparados ao grupo de pacientes com epilepsia controlada. Os níveis da hemoglobina glicosilada em jejum não diferiu entre ambos os grupos de pacientes com epilepsia. Conclusões: Sugerimos que o distúrbio metabólico, não diagnosticado nos pacientes com epilepsia de difícil tratamento, poderia, de algum modo, contribuir para a refratariedade à terapia farmacológica convencional.