Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2013 |
Autor(a) principal: |
Silva, Flávio Dias da [UNIFESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/41905
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Resumo: |
Desde 1996 o Brasil optou por investir na Atenção Primária à Saúde (APS) como base estruturante do Sistema Único de Saúde (SUS) através da Estratégia Saúde da Família (ESF). Esta decisão implicou em um aumento significativo da demanda de médicos generalistas. A escassez de médicos especialistas (Médicos de Família e Comunidade – MFC’s) tem feito com que boa parte dos postos de trabalho na ESF esteja sendo ocupada por recém-graduados e/ou médicos não especialistas em APS. Este cenário mostra e demanda às escolas médicas a formação de profissionais aptos ao trabalho nesta área da saúde. O objetivo desta pesquisa foi avaliar como está sendo realizado o ensino das competências necessárias para o trabalho em APS durante o Internato nas escolas públicas da região Norte do Brasil. Sete escolas públicas da região Norte participaram da pesquisa. Optou-se por uma abordagem quanti-qualitativa, que foi realizada por três métodos: pesquisa documental dos projetos pedagógicos dos cursos (PPCs) e programas de Internato; aplicação de questionário semi-estruturado aos coordenadores dos programas de Internato; e, por fim, entrevista com estes coordenadores. Os dados documentais e empíricos obtidos permitem evidenciar que o ensino das competências no Internato ainda está distante de ser adequado às necessidades do médico que trabalhará na ESF. Apesar dos PPCs revelarem que as escolas estudadas buscam formar profissionais com perfil generalista e identificados com as necessidades da comunidade amazônica, nota-se que o percurso formativo não está fortemente orientado para a APS. Os achados indicam programas de Internato com uma carga horária insuficiente para o ensino da APS; estágios em outras áreas da saúde não voltados ao ensino de competências generalistas uma vez que o enfoque ainda é em medicina hospitalar e atenção secundária ou terciária; ausência de definição de uma matriz de competências a ser desenvolvidas ao longo do Internato; não explicitação clara nos PPCs dos métodos de avaliação de competências dos internos; dificuldades de encontrar preceptores qualificados e disponíveis; estrutura precária das Unidades de Saúde; obstáculos na integração entre universidade e serviços de saúde; e a insignificante atratividade do campo da APS para o interno. Apesar destas sinalizações todos os programas de Internato estudados contemplam estágio na ESF, correspondendo no máximo a vinte por cento da carga total. Ao menos metade das escolas tem realizado estágio em municípios do interior (estágio Rural), iniciativa com potencial indutor de interiorização dos profissionais médicos. Apreende-se das manifestações dos Coordenadores que há necessidade de uma reorientação do currículo da graduação e do próprio Internato em direção a uma maior ênfase no ensino da APS. Frente aos desafios de mudanças na formação do médico no país, este trabalho culmina com uma proposta de diretrizes para orientação do internato médico para a atenção primária à saúde, ganhando especial significância com o recém-lançado Programa Mais Médicos (2013), que, entre outras ações, sugere uma maior aproximação com a APS durante a formação médica. |