Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Falcão Holanda, Renata de Brito [UNIFESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/67392
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Resumo: |
A sepse é uma das principais causas de morbidade e mortalidade no mundo. Sua fisiopatologia é bastante complexa, mas seus mecanismos ainda não são totalmente compreendidos. Monócitos e macrófagos parecem sofrer reprogramação funcional durante a sepse, resultando em resposta imune desregulada do hospedeiro. Objetivo: Analisar três modificações de histonas (H3K9ac, H3K4me3, H3K27me3) encontradas em promotores de genes (TNF-α, IL-12, IL-10, CAMP, FPR1, IFN-β, HLA -DR) envolvidos resposta imune inata e associar o envolvimento das alterações epigenéticas aos efeitos biológicos na transcrição gênica em pacientes sépticos com diferentes desfechos clínicos. Esses resultados foram comparados com dados públicos de transcriptoma dos genes e das enzimas epigenéticas que modulam as modificações de histonas estudadas. Métodos: Amostras de células mononucleares do sangue periférico de cinco pacientes sépticos sobreviventes, cinco pacientes sépticos não sobreviventes e seis voluntários saudáveis pareados por sexo e idade, foram utilizadas para realizar o método de imunoprecipitação da cromatina para cada marca epigenética de interesse, seguida de análise de enriquecimento nos promotores de genes alvo. Os níveis de expressão gênica foram avaliados por RTqPCR, e por fim, utilizamos 4 conjuntos de dados de transcriptoma para comparar nossos achados e um deles utilizamos para analisar genes diferencialmente expressos. Resultados: Encontramos alterações no enriquecimento da cromatina de diferentes genes, com aumento de H3K9ac na citocina antiinflamatória IL-10, no gene antimicrobiano FPR1 e uma tendência de aumento no CAMP, como também, aumento de H3K27me3 no promotor da IL-10 e HLA-DR em pacientes sépticos não sobreviventes quando comparados aos sobreviventes, associando parcialmente esses achados com os resultados de expressão gênica, e ainda, encontramos moderadas a fortes correlações entre a transcrição dos genes com as enzimas que modulam as marcas epigenéticas estudadas e que os mesmos são diferencialmente expressos no conjunto de dado MARS, o que pode justificar o grau de enriquecimento das marcas epigenéticas. Conclusão: Nossos resultados é um dos pioneiros em pacientes sépticos e sugerem que as enzimas epigenéticas modulam as marcas de histonas prevalentes em promotores de genes essenciais envolvidos na resposta imunoinflamatória, alterando a transcrição desses genes específicos durante a sepse e ainda, pacientes não sobreviventes a sepse apresentam uma desregulação epigenética mais acentuada comparado aos sobreviventes, sugerindo uma maior resposta disfuncional. |