Sambaqui não é tupi: o imaginário sobre os sambaquis e o papel do estado em sua criação

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Leite, Stéfani Dias
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/72081
Resumo: A presente pesquisa tem como objetivo analisar as práticas culturais de degradação dos sambaquis e seu imaginário social, tendo como estudo de caso o cenário catarinense durante os séculos XIX e XX. Devido à ausência de trabalhos que aprofundem as motivações por detrás das práticas de extração conchífera dos sambaquis, optou-se por identificar e analisar essas práticas culturais através das seções dos jornais catarinenses de 1850 a 1890, período referente ao reconhecimento estatal dos sambaquis enquanto um espaço histórico e de importância científica nacional. Para análise das fontes arroladas, optou-se pelo método de Análise de Conteúdo, que visa a sistematização dos elementos tanto objetivos, referentes ao local e período de extração conchífera realizado nesses sambaquis, quanto subjetivos, referente ao modo como essas práticas eram realizadas, quem as exercia e quais suas intencionalidades. Essa pesquisa visa, portanto, reconhecer essas práticas culturais de extração conchífera, e analisá-las a partir de estudos culturais e pós-coloniais, para compreender como o imaginário social estava atrelado às práticas de degradação dos sambaquis ao longo dos últimos séculos.