Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Matos, Paula Camila Alves de Assis Pereira [UNIFESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/69958
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Resumo: |
Introdução: A redução da coordenação dos movimentos, ataxia, é causada por alteração de funcionamento em locais estratégicos como cerebelo e sistema nervoso periférico sensitivo. A etiologia da doença varia desde vascular a causa geneticamente determinada, sendo esta subdividida em causas autossômicas dominantes, autossômicas recessivas, ligadas ao X, mitocondriais. Desde o desenvolvimento de sequenciamento de nova geração, estudos genéticos têm sido realizados em diversas áreas e têm possibilitado a descrição e caracterização de doenças mais raras, como é o caso da ataxia cerebelar com arreflexia vestibular e neuropatia sensitiva (CANVAS). Após identificação do RFC1 como gene causador da doença, muito tem sido descrito acerca de características da população acometida, com a finalidade de expandir o fenótipo da patologia e auxiliar no seguimento e aconselhamento genético. Objetivo: Realizar estudo clínico de pacientes brasileiros com mutação do gene RFC1 por meio de caracterização clínica, exame otoneurológico e de potencial de condução nervosa dos pacientes. Caracterizar, por meio de imagem, o dano estrutural em cerebral (Estudo 1) e a alteração estrutural na medula espinhal (Estudo 2) presentes nos pacientes com doença relacionada ao RFC1 por meio de estudo de imagem, bem como caracterizar e quantificar a disautonomia associada à patologia (Estudo 3). Métodos: Para estudo de caracterização clínica, avaliação de estudo de condução nervosa e otoneurológica, foram avaliados 15 pacientes com diagnóstico genético de mutação do gene RFC1. Estudo de imagem e autonômico foi realizado por meio de colaboração com serviços da UNICAMP e USPRP. Resultados: A média de idade da população brasileira com doença relacionada ao RFC1 é de 51 anos, e o fenótipo mais observado é de CANVAS, com apenas um dos pacientes apresentando acometimento ganglionar puro. Tosse está presente em mais da metade dos pacientes, e os achados de ENMG e vHIT vão ao encontro do já descrito na literatura. A ressonância magnética de crânio revelou atrofia pancerebelar, de tronco cerebral e de gânglios da base, com acometimento de corpo caloso, e de tratos profundos. Quinto e oitavo nervos cranianos mostraramse atróficos em análise qualitativa. No estudo de medula, foi observada redução anteroposterior cervical inferior, atrofia da substância cinzenta e alteração de difusão na coluna dorsal. Metade dos pacientes apresentou alteração autonômica cardíaca com redução de resposta no QSART, especialmente nos membros inferiores. Conclusões: Este estudo confirmou o padrão e a variabilidade fenotípica descrita em estudos internacionais de doença associada à mutação do gene RFC1. Os Estudos 1 e 2 são os primeiros a caracterizar estudo de imagem nesta patologia, adicionando dados significantes à literatura. O Estudo 3 confirmou envolvimento parassimpático e simpático nos pacientes com a patologia |