Mismatch negativity e percepção auditiva em crianças usuárias de implante coclear

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Fernandes, Natalia Martinez [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6315675
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/53002
Resumo: Objetivo: Identificar as características do MMN em relação à latência, amplitude, e área da onda, em crianças com idade entre dois e oito anos, usuárias de implante coclear e em terapia fonoaudiológica e identificar associações com as variáveis desenvolvimento da linguagem, percepção de fala e envolvimento familiar. Método: estudo de caráter observacional, descritivo, transversal, com comparação entre grupos: grupo estudo crianças com implante coclear, e grupo controle crianças ouvintes. As crianças foram submetidas à avaliação eletrofisiológica MMN com estímulo não verbal tone burst diferindo quanto à frequência (estímulo frequente 1000Hz e estímulo raro 1500Hz), em campo sonoro à 70dBNA, utilizando equipamento SMARTEP. Foram aplicados questionários de percepção de fala e de desenvolvimento de linguagem, selecionados de acordo com a idade e realizada a classificação da participação familiar no processo terapêutico. Resultados: a ocorrência do MMN para o grupo controle foi de 73,3% e para o grupo estudou foi de 53,3%. Observouse que os valores de latência, amplitude e área do MMN das crianças usuárias de implante coclear foram similares ao das crianças ouvintes, não diferindo entre os grupos. A ocorrência do MMN não se correlacionou às variáveis de categorias de audição, linguagem e família. Conclusão: As crianças com implante coclear e em terapia fonoaudiológica apresentaram respostas do MMN semelhantes às crianças ouvintes, com média de latência, amplitude e área de, respectivamente, 208,9ms (±12,8), 2,37μV (±0,38) e 86,5μVms (±23,4). Não houve correlação entre a presença do MMN e o desempenho das crianças nos testes que avaliaram o desenvolvimento auditivo, de linguagem e participação da família na reabilitação.