Melatonina e sua relação com os componentes da síndrome metabólica em crianças, adolescentes e adultos jovens tratados por tumores primários da glândula pineal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Bustamante, Talita de Faria [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/72272
Resumo: OBJETIVOS: Avaliar os componentes da síndrome metabólica, composição corporal, distribuição de gordura e adipocinas, antes e após o tratamento de suplementação com melatonina, em pacientes com tumores primários na glândula pineal, que possuem diminuição ou perda do ritmo de secreção deste hormônio. Correlacionar estas variáveis com a ausência de melatonina e seu comportamento após a sua reposição. CASUÍSTICA E MÉTODO: Pacientes tratados por tumores primários da pineal, com menos de 30 anos e fora de terapia há pelo menos 4 meses, avaliados de acordo com variáveis relacionadas ao paciente, doença e tratamento, medidas antropométricas, composição corporal, distribuição de gordura, perfil metabólico e adipocinas, antes (T1), 3 meses (T2), 6 meses (T3) e 12 meses (T4) após a suplementação com melatonina na dose de 0,315 mg. A análise estatística foi realizada por meio de técnicas de reamostragem: bootstrapping e teste de Monte Carlo. As comparações foram realizadas através do teste de Friedman. RESULTADOS: Onze pacientes, idade de 16,3 (DP=5,7) anos no T1, sendo 8/11 (72,7%) do sexo masculino e 8/11 (72,7%) púberes. O tumor células germinativas não-germinomatoso foi o mais prevalente em 5/11 (45,5%). Todos realizaram quimioterapia e 10/11 (90,9%) receberam radioterapia (RT) cranial. Três de 11 (27,3%) eram deficientes de hormônio do crescimento (GH), estando apenas dois em reposição de rhGH, e 1/11 (9,1%) em tratamento para hipogonadismo. O índice de massa magra apresentou um aumento significativo ao longo das consultas, sem alterações na massa gorda. Os tecidos adiposos subcutâneo e visceral aumentaram, apesar da melatonina. O índice de resistência à insulina (HOMA1-IR), HDL-colesterol e os triglicérides não apresentaram alterações significativas, mas a pressão arterial mostrou uma tendência à queda, apesar de nenhum paciente ser considerado hipertenso ou diabético. A leptina apresentou redução e a adiponectina marcada elevação, não significativa, no decorrer das visitas. A única variável que sofreu efeito do tempo sem melatonina foi a pressão arterial diastólica. A RT cranial aumentou o tecido adiposo visceral e a leptina. A reposição com rhGH diminuiu a massa gorda, tecido adiposo visceral, pressão arterial diastólica, glicose pós-sobrecarga e aumentou a adiponectina. CONCLUSÃO: Pacientes tratados por tumores da pineal e insuficientes em melatonina se beneficiam de sua suplementação, apesar dos efeitos da RT cranial. Ainda são necessários mais estudos para determinar a dose de melatonina suficiente para superar o efeito deletério da RT nestes pacientes.