Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Silva, Thamy Caroline Souza [UNIFESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://hdl.handle.net/11600/71053
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Resumo: |
Introdução: A variabilidade dos alelos codificantes de antígenos dos sistemas Rh e Duffy apresenta desafios na transfusão sanguínea devido aos fenótipos variantes (Rh) e à variabilidade de frequência antigênica conforme ancestralidade individual (Duffy). A presença de variantes Rh parciais e ausência de antígenos de alta frequência podem levar à aloimunização eritrocitária. Compreender essas variantes é crucial para transfusões seguras, especialmente em pacientes com doença falciforme. Conhecer a distribuição regional dessas variantes pode facilitar a busca por hemácias compatíveis, melhorando a eficácia e segurança das transfusões sanguíneas e da prescrição de imunoglobulina Rh (anti-D) para gestantes D-fraco. Objetivos: Descrever os alelos variantes de RHD, os fenótipos Duffy e a presença da variante c.c.1-67T>C em GATA-1 em doadores de sangue de quatro regiões do Brasil. Casuística e métodos: A partir de 311.998 amostras de doadores de sangue de quatro regiões do Brasil (sudeste, sul, centro-oeste e nordeste) foram selecionadas 781 amostras para o estudo. As amostras foram escolhidas a partir de 2 critérios: 1) fenótipo D-fraco; e 2) Fenótipo D-negativo com antígenos C e/ou E positivos. Todos os doadores foram submetidos a testes de fenotipagem ABO/RhD, RhCE, Fya e Fyb e confirmação de D-fraco. Além disso, foram realizadas a genotipagem RHD em todas as amostras e RHCE e FY em amostras selecionadas. Resultados: Das 295 amostras do grupo D-fraco, 88% apresentaram pelo menos um alelo que expressa um antígeno RhD alterado, sendo 19% D-parcial e fraco, 67% D-fraco tipo 1, 2 ou 3 e 14% eram outros tipos de D-fraco, 12% não apresentaram nenhuma das variantes investigadas. Houve uma correlação significante estatísticamente entre as regiões brasileiras estudadas as quais esses doadores pertecem e a variante de Rh encontrada. Dos 295, 10% eram Fy(a-b-), 59% apresentam pelo menos um alelo com a variante c.1-67T>C no gene GATA-1 e uma associação estatisticamente significativa (p<0,05) foi encontrada entre os fenótipos Duffy e as variantes Rh do grupo D-fraco. Das 486 amostras do grupo 2, 26 (5%) apresentavam o gene RHD, sendo que 13 (50% ) apresentaram a variante RHD*Ψ em pelo menos 1 alelo. Em estudo estatístico avaliando associação entre as regiões geográficas e fenotipagem Duffy de todos os indivíduos (n=781) foi encontrada associação estatisticamente significativa (p<0,05), bem como na associação das regiões e a variante c.1-67T>C daqueles individuos que eram Fy(b-). Os grupos 1 e 2, que tinham variantes em RHD, quando comparados com o grupo controle (sem o gene RHD), não mostraram diferenças estatisticamente significativas nos testes, independentemente da presença ou ausência da variante c.1-67T>C (p>0,05). Conclusões: Foi analisada a diversidade do gene RHD e a fenotipagem Fya e Fyb na população de doadores brasileiros. Ao mesmo tempo realizamos associações para avaliar as regionalidades das variantes RhD, fenótipos Duffy e a variante c.1-67T>C, que é indicativa de ancestralidade Africana. As variantes encontradas nos doadores refletem a diversidade do gene RHD e fenótipos Duffy e permitem extrapolação para a população de pacientes a serem transfundidos ou a serem manejados durante a gestação. |