Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Reis Neto, Angela Cafasso dos [UNIFESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/67964
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Resumo: |
O presente trabalho pretendeu analisar as ações desenvolvidas pelo setor de Educação Permanente em Saúde (EPS), entre elas as relacionadas às Residências em Saúde, na Atenção Primária em Saúde (APS), especificamente na Estratégia de Saúde da Família (ESF), nos municípios da Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS). Foi traçado um paralelo entre a trajetória nacional do desenvolvimento da Política Nacional de Educação Permanente (PNEPS), suas diretrizes e o desenvolvimento da EPS e Residências nos municípios da região. Também analisou-se sob o prisma do planejamento dessas áreas tratadas no Plano Municipal de Saúde (PMS) quadriênio 2018-2021. A combinação dessas análises permitiu a compreensão do papel de gestão da educação pela EPS municipal e a relação de interdependência com a Residências em Saúde, que objetiva a formação no SUS para o SUS. Objetivo: Analisar como se dá a relação entre a gestão da EPS e as Residências municipais na RMBS, e quais os impactos no desenvolvimento de ambas. Método: Para atingir o objetivo optou-se pela pesquisa quali-quantitativa com uso de entrevista e narrativa de si, feita pela pesquisadora, com os gestores das EPS de 5 municípios, somados representaram as vivências da relação entre as EPS e Residências. Complementar aos achados das entrevistas, a pesquisa documental do PMS desses municípios, na busca por diretrizes e eixos referente às áreas de EPS e Residências, planejadas e executadas no quadriênio 2018-2021. Resultados: As EPS pesquisadas dos municípios da RMBS, estão estruturadas junto a gestão central das secretarias de saúde, atuando nas ações educacionais, de ensino e serviço, pesquisa e formação. Apresentam perfil transversal e intersetorial, com equipes enxutas e em papel de intensa interlocução com atores internos e externos. Apontada as EPS como as responsáveis pela implantação das Residências em Saúde, sendo fundamental na sua construção e desenvolvimento. Com apoio dos gestores para a sua implantação, as Residências trouxeram maior visibilidade para as EPS, ampliando as ações educativas nas unidades que tem residentes. Na relação das EPS com as Residências todos os municípios apresentam papéis comuns como: apoio logístico, secretaria acadêmica, alimentação dos sistemas dos Ministérios da Educação e da Saúde, interlocução com as unidades de saúde. Algumas EPS, exercem também o papel de apoio pedagógico ao núcleo docente, recrutamento e capacitação dos preceptores, apoio nos estágios externos, entre outros. Em alguns municípios a expansão e fortalecimento da EPS levou a implantação das Residências, enquanto para um deles a implantação das Residências levou a formalização e fortalecimento da EPS. Entre a formalização hierárquica e a implantação das Residências aconteceram em momentos próximos, uma impulsionando a outra. Considerações finais: Evidenciada a relação de interdependência entre as EPS e as Residências, como também a sobrecarga de trabalho, nas EPS nas diversas ações desenvolvidas, é responsável pela estrutura de apoio na formação dos residentes dentro da esfera municipal, nas Residências pela intensa atividade acadêmica e de preceptoria. Aponta que para o crescimento e manutenção das Residências existe a necessidade de ampliação das equipes de EPS. Sugerido pelos entrevistados a adoção de estratégias de municipal, regional, e das universidades para o fortalecimento das EPS e apoio aos que pretendem implantar as Residências em Saúde. |