Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2012 |
Autor(a) principal: |
Balsalobre, Rafael de Andrade [UNIFESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22153
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Resumo: |
INTRODUÇÃO: A cirurgia de avanço maxilomandibular (AMM) tem sido indicada para o tratamento da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) em pacientes apneicos graves, com deficiências maxilomandibulares, ou que não toleram ou que não obtiveram sucesso em outros tipos de tratamentos. Esse procedimento cirúrgico promove a anteriorização da maxila e mandíbula, aumentando o calibre das vias aéreas superiores (VAS). OBJETIVO: Avaliar por meio de uma Revisão Sistemática da Literatura a eficácia do AMM no tratamento da SAOS, em pacientes que não sofreram nenhum outro procedimento cirúrgico para esta mesma finalidade. METODOLOGIA: Realizou-se uma busca sistemática dos estudos, independentemente da língua de publicação, nas seguintes bases de dados: Pubmed, Biblioteca Central Cochrane, Embase, Biblioteca Brasileira de Odontologia e Lilacs. Foram incluídos estudos controlados ou não, que avaliaram pacientes apneicos adultos submetidos unicamente ao AMM como tratamento da SAOS. Utilizou-se como medida de desfecho primário o Índice de Apneia e Hiponeia (IAH) ou Índice de Distúrbio Respiratório (IDR) pré e após tratamento. E como medidas de desfechos secundários foram consideradas as seguintes variáveis: melhora dos sintomas subjetivos de Sonolência Excessiva Diurna (SED), avaliado pela escala de sonolência Epworth (ESE); satisfação com as mudanças na aparência facial; os riscos e complicações do procedimento; e os efeitos colaterais. RESULTADOS: Cinco estudos foram selecionados, sendo 4 séries de casos e 1 ensaio clínico controlado e randomizado. Realizamos duas metanálises, uma avaliando o desfecho primário IAH (N=61 / Follow-up: 2 a 12 meses) e outra avaliando o desfecho secundário SED (N=40 / Follow-up: 2-12 meses). A metanálise dos dados associados ao desfecho primário mostrou uma redução do IAH basal de 49,33 ± 16,85 para 4,44 ± 5,76 após AMM (p<0,0001); enquanto que a metanálise dos dados associados ao desfecho secundário mostrou redução da pontuação da ESE basal de 13,98 ± 4,41 para 6,58 ±2,37 após AMM (p<0,0001). CONCLUSÃO: Esta revisão sistemática sugere que o AMM é eficaz no tratamento da SAOS. No entanto, para melhor definir o papel dessa intervenção no tratamento da SAOS faz-se necessária a realização de mais estudos com alto nível de evidência, amostras dimensionadas e com um ongo tempo de acompanhamento. |