Controle da expressão gênica mediada por OPI1 durante o estresse genotóxico em Saccharomyces cerevisiae

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Felix, Rodrigo Rodrigues [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/71850
Resumo: Objetivo: Analisar e discutir o papel da regulação transcricional de Opi1 como parte da resposta ao estresse genotóxico induzido pelo agente alquilante metanossulfonato de metila (MMS) na levedura Saccharomyces cerevisiae. Métodos: Foram realizados experimentos de RT-qPCR para análise de expressão gênica. Para isso utilizamos linhagens selvagens (wild-type) e linhagens com a deleção de Opi1 (opi1delta) a fim de esclarecer se a desregulação de genes alvos do repressor transcricional Opi1 são responsáveis pelo fenótipo de hipersensibilidade ao estresse genotóxico induzido por MMS em opi1 . Além disso, realizamos ensaios de diluição seriada para averiguar se a superexpressão de genes potencialmente reprimidos por Opi1 causavam hipersensibilidade a MMS. Por último, realizamos análises in silico de dados de RNA-seq obtidos pelo nosso grupo de pesquisa afim de verificar genes diferencialmente expressos durante o estresse genotóxico induzido por MMS em linhagem opi1delta . Resultados: Análise por RT-qPCR mostrou que Opi1 é importante para a repressão da expressão da inositol-3-fosfato sintase INO1 em condições de estresse induzido por MMS. Notavelmente, a deleção de Opi1 leva a uma expressão constitutiva de INO1 sendo que o tratamento com MMS potencializa ainda mais a sua expressão. Entretanto, experimentos de superexpressão de INO1 não corroboraram a hipótese de que a expressão constitutiva de INO1 é a causa da hipersensibilidade a MMS. Por outro lado, a superexpressão da inositol pirofosfato quinase Kcs1 leva a uma hipersensibilidade a MMS, corroborando com experimentos anteriores que mostram que a deleção de KCS1 resgatava o fenótipo de hipersensibilidade a MMS de opi1delta. De maneira inesperada, experimentos de expressão por RT-qPCR indicaram que não há relação direta entre os níveis de expressão de KCS1 e as atividades regulatórias de Opi1, sendo sugestível de uma regulação pós-transcricional dos níveis e/ou da atividade de Kcs1. Conclusão: Nossos resultados sugerem que Opi1 atua como um sensor do estresse genotóxico induzido por MMS e que sua deleção leva a uma maior sensibilidade a essa genotoxina. Possivelmente, Opi1 modula os níveis dos pirofosfatos de inositol produzidos de maneira dependente de Kcs1, porém de maneira indireta, visto que a deleção de Opi1 não altera a expressão de KCS1.