Produtividade e qualidade de raízes de mandioca, cv. Aciolina, sob diferentes doses de potássio e épocas de avaliação na savana de Roraima

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Ataiza de Andrade Sousa lattes
Orientador(a): Sandra Cátia Pereira Uchôa lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Roraima
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Agronomia - POSAGRO
Departamento: Não Informado pela instituição
País: BR
Link de acesso: http://www.bdtd.ufrr.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=221
Resumo: Objetivou-se com o presente estudo avaliar a produtividade e qualidade de raízes de mandioca, cv. aciolina, sob diferentes doses de potássio e épocas de avaliação na savana de Roraima. No experimento empregou-se o delineamento em blocos casualizados, em esquema de parcelas subdivididas, com quatro repetições. As cinco doses de potássio foram aleatorizadas nas parcelas (0, 30, 60, 120 e 240 kg ha-1 de K2O), aplicadas no plantio e em cobertura aos 30 e 60 dias após o plantio (DAP), e cinco épocas de avaliação (150, 210, 270, 360 e 420 DAP), nas subparcelas. A parcela experimental foi constituída por nove fileiras simples de mandioca com 6,4 m de comprimento contendo onze plantas (99 plantas por parcela), em que os 4,8 m no meio das fileiras centrais corresponderam à área útil (23,04 m2). O plantio foi feito em fileiras simples, obedecendo ao espaçamento de 0,8 x 0,8 m, totalizando 15.625 plantas por hectare. As colheitas, conforme as épocas estabelecidas, foram realizadas de forma manual, retirando-se três plantas inteiras da área útil por subparcela, sendo avaliadas as seguintes variáveis: altura da planta, produtividade de parte aérea (kg ha-1), número de raízes tuberosas, diâmetro da raiz (cm), produtividade de raiz (kg ha-1), índice de colheita (IC), teor de HCN nas folhas, caule, polpa da raiz e córtex da raiz. Algumas variáveis foram analisadas apenas aos 360 DAP; número de raízes comerciais, produtividade de raiz comercial (kg ha-1), teor de amido e matéria seca e rendimento de farinha. Os componentes de produção da mandioca altura da planta, produtividade de parte aérea, diâmetro de raiz e produtividade de raiz, apresentaram comportamento linear positivo, tanto em função das épocas de colheita, quanto em função das doses de K2O, não sendo observado período de repouso fisiológico na cv. Aciolina, nas condições desta pesquisa. Para o número de raízes tuberosas, número de raízes comerciais, produtividade de raiz comercial e produtividade de amido, o comportamento foi linear em função das doses de K2O. O maior índice de colheita, 71,5% é obtido com 173,1 kg ha-1 de K2O aos 420 DAP. A maior produtividade de raízes foi de 78.000 kg ha-1 e de amido foi de 14.096 kg ha-1, ambas obtidas com a maior dose de K2O aplicada (240 kg ha-1 de K2O), aos 420 DAP. O teor de amido, teor de matéria seca e rendimento de farinha apresentaram comportamento quadrático em função das doses de K2O, obtendo maiores percentuais nas doses de 150 kg ha1, 147 kg ha-1 e 203 kg ha-1 de K2O, respectivamente. O teor de HCN no córtex da raiz e na folha aumentam com o aumento das doses de K2O. A partir dos 235 DAP o teor de HCN diminui com idade de colheita. O teor de HCN no caule e HCN na raiz apresentaram comportamento quadrático em função das doses de K2O, e linear negativo em relação às épocas de avaliação. O teor de HCN varia entre as partes da planta, sendo as maiores concentrações encontradas nas folhas e os menores na raiz.