Polifonia como discurso semântico pragmático na construção do Ethos em discurso político de Ottomar Pinto

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Raphaela Fernandes dos Santos Borges de Queiroz lattes
Orientador(a): Paulina de Lira Carneiro lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Roraima
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Letras - PPGL
Departamento: Não Informado pela instituição
País: BR
Link de acesso: http://www.bdtd.ufrr.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=295
Resumo: A construção de uma imagem de si, o ethos, é preocupação constante nos discursos da esfera política. Para apresentar-se de maneira favorável aos interlocutores, o político utiliza em seu dizer estratégias de persuasão para convencer o povo a aderir às suas propostas. A partir dessa linha de pensamento, buscou-se analisar como o Brigadeiro Ottomar de Souza Pinto, projetou sua imagem política em seus discursos, a ponto de tornar-se governador do Estado por quatro vezes, 1979, 1991, 2004 e 2006. Para tanto, foram utilizados como corpus, os discursos de posse emitidos pelo mandatário quando foi eleito pela primeira vez, bem como as falas do locutor reproduzidas em matérias jornalísticas publicadas em três periódicos: Jornal de Roraima, Diário de Roraima e Folha de São Paulo. Recorreu-se, ainda, às sonoras de Ottomar transcritas nas Atas das Sessões Legislativas e a outros gêneros discursivos, como cartas e telex. A partir dos textos mencionados, utilizaram-se como aporte teórico os estudos sobre Polifonia e Argumentação (DUCROT, 1987; 1988; ANSCOMBRE; DUCROT, 1994); Ethos discursivo (AMOSSY, 2005; Maingueneau,1997; 2004; 2011) e Discurso Político (CHARAUDEAU, 2011). A noção de polifonia possibilitou a identificação de diversas perspectivas enunciativas presentes nos discursos de Ottomar, permitindo rastrear qual a linha argumentativa que o Brigadeiro, enquanto locutor, desejava evidenciar em suas falas e qual ele pretendia anular. Por outro lado, de maneira integrada, o conceito de ethos discursivo foi adotado a fim de verificar como o locutor organiza esses pontos de vista para construir sua imagem durante a enunciação. Dessa forma, com a análise do corpus selecionado, pôde-se constatar que o sujeito Ottomar Pinto projeta diferentes ethé para persuadir os interlocutores a adotarem o seu projeto político para o Estado de Roraima, evidenciando as imagens de político democrático, religioso, militar e xenófobo/anti-indigenista.