“#EssaContaNãoÉMinha” - Ativismo online e engajamento nas redes sociais digitais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Ferreira, Thaís Martins da Costa lattes
Orientador(a): Siqueira, Euler David de lattes
Banca de defesa: Siqueira, Euler David de lattes, Barcellos, Daniela Menezes Neiva lattes, Almeida, Lucas Gamonal Barra de lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Práticas em Desenvolvimento Sustentável
Departamento: Instituto de Florestas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/15629
Resumo: A forma de ser e estar no mundo passa cada vez mais pela interação social mediada por dispositivos e ambientes tecnológicos. A comunicação que cria redes de conversação, que envolve, mobiliza e engaja no campo digital descortina um novo ativismo. Ativismo esse que não apenas se adapta ou se reformula, a partir de suas origens nos movimentos sociais, mas se reinventa para atuar em um ambiente online: renasce, redesenha as formas de participação social, do exercício da cidadania e do comunicar - como um ato cada vez mais multidimensional -, imprimindo uma dinâmica tal qual nem sempre as teorizações conseguem acompanhar. A partir de uma investigação de natureza qualitativa, de abordagem hermenêutica, interpretativa e exploratória, busca-se compreender melhor sobre a produção de sentidos no contexto do ativismo online. O aporte teórico sobre conceitos-chave como “cultura”, “sociedade”, “midiatização”, “ativismo” e “redes sociais digitais” se faz pertinente para embasar a discussão e a reflexão das questões centrais apresentadas. A parte empírica está estruturada na campanha “Cedae, essa conta não é minha”, da organização carioca Meu Rio, que se desenrola no contexto da crise de abastecimento de água à população metropolitana do Rio de Janeiro, no início de 2020. O estudo desse caso possibilita explorar o percurso de uma campanha ativista que envolve estratégias diferenciadas de mobilização e engajamento em causas, bem como interpretar a interpretação de sujeitos, a partir de uma teia de interações, à procura de significados. A análise deu-se, prioritariamente, a partir dos comentários extraídos diretamente das publicações da campanha nas redes sociais digitais, privilegiando as perspectivas e produção de sentidos dos atores em relação à proposição da campanha e de suas interações entre si. Pode-se observar uma jornada intencional na direção de um objetivo pré-concebido e também como os atores respondem a estas propostas, que os coloca - ou os convida - a diferentes perfis e formas de participação. Constatou-se a importância de [ainda] integrar ações online e offline em processos ativistas como o estudado e, sobretudo, como a participação social vem se reconfigurando - não sem conflitos -, com alcance e impacto diferenciados, mediados pelas tecnologias. Diante de um contexto social mundial instituído pela pandemia da Covid-19, que acelerou as práticas sociais para o ambiente digital, o tema torna-se, ainda mais relevante. Toda esta investigação dá-se sob a égide de uma categoria interpretativa maior que é a sustentabilidade. Sustentabilidade e ativismo têm relação intrínseca: as mudanças que desejamos ver no mundo dependem de nossas ações, do nosso ativismo, como cidadãos que somos. O ativismo é, pois, uma atividade emergente, em todo o mundo, e fundamental para o desenho e a capilarização das práticas em desenvolvimento sustentável.