Avaliação dos fatores da perda de competitividade das empresas brasileiras de papéis de impressão revestidos: o couché.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Vilela, Antonio Carlos
Orientador(a): Oliveira, Alberto de lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Gestão e Estratégia
Departamento: Instituto de Ciências Humanas e Sociais
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/15207
Resumo: Este trabalho teve como objetivo identificar os principais fatores que levaram a indústria brasileira de papel de imprimir revestido, o Couché, à perda de competitividade. Para identificação desses fatores foi aplicada a estratégia de análise de dados através da realização de entrevista estruturada com quatro profissionais experientes ligados ao setor de papéis, informações publicadas em artigos, revistas, teses e dissertações, alem dos dados primários e secundários do setor de celulose e papel, especificamente os do segmento do papel de imprimir revestidos – o Couché. Dentro deste objetivo foi adotada a suposição de que houve perda de competitividade no mercado brasileiro, e que um dos principais fatores da perda desta competitividade poderia ser atribuído a um fator sistêmico, o cambio, havendo aumento das importações e redução das exportações no período estudado. Os principais fatores identificados nas entrevistas, por ordem de importância e segundo os entrevistados, foram: o cambio, a prática desleal de isenção tributária e a falta de atualização do parque industrial brasileiro. O cambio, como principal fator de perda de competitividade do setor de papéis revestidos, pode ser corroborado através da análise dos dados secundários de importação crescente e exportação declinante no período analisado de 2003 a 2008. O outro fator de prática desleal da isenção tributária ficou apenas na percepção dos entrevistados, não havendo dados disponíveis para sua avaliação pelo próprio grau de subjetividade deste tema. O terceiro fator de perda de competitividade apontado nas entrevistas foi a falta de atualização do parque industrial brasileiro. Isto pode ser confirmado pela análise dos dados das máquinas de papel mais velozes e competitivas do mundo em comparação com as do Brasil, cujas velocidades estão muito aquém das mais competitivas do mundo. O Brasil não é sequer citado no artigo comparativo. Quando os fatores determinantes da competitividade dos papéis de imprimir revestidos são analisados em conjunto, observa-se que o Brasil não é competitivo neste segmento devido a diversos fatores empresarias. Quando a questão cambial, que é um fator sistêmico, aparece em períodos de valorização cambial, este somente expõe e agrava mais ainda esta baixa competitividade existente.