Nanohíbridos termoresponsivos contendo poloxaminas e Laponita como carreadores de Beta-Lapachona: plataforma para terapia anticâncer

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Câmara, Gabriel Bezerra Motta
Orientador(a): Raffin, Fernanda Nervo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/30864
Resumo: Os Tetronics® são copolímeros que formam micelas e têm a capacidade de transitar de forma reversível entre as fases sol-gel de acordo com a sua concentração, pH e temperatura, podendo ser utilizados em sistemas de liberação controlada para fármacos de baixa solubilidade aquosa. Foram testados os Tetronics® T904, T90R4 e T1304 para incorporação da β-lapachona (BLPC), escolhida por suas diversas atividades biológicas devidamente caracterizadas, sobretudo, anticancerígenas e antiinflamatória e por apresentar uma solubilidade aquosa muito baixa (0,038 mg.ml-1), que limita sua biodisponibilidade e administração sistêmica. Para auxiliar na estabilidade fisico-química das micelas, como modificador reológico foi adicionada a hectorita sintética Laponita RD® (LAP), que forma hidrogeis. As amostras foram preparadas variando de 1 a 20% a concentração dos polímeros e de 0 a 3%, a de Laponita. Os parâmetros analisados foram: aumento da solubilidade da BLPC, comportamento reológico dos sistemas, tamanho das partículas por espalhamento dinâmico de luz, caracterização por análises térmicas (TG e DSC) e espectrometria de infravermelho, perfil de liberação e citotoxicidade in vitro em fibroblastos murinos e células de adenocarcinoma humano. Os sistemas híbridos apresentaram estabilidade térmica e aumentaram em mais de 50 vezes a solubilidade da BLPC em relação à água. Houve evidência da encapsulação da BLPC nos sistemas micelares, que promoveram uma liberação controlada da BLPC por 140 horas e foram mais eficientes na morte de células cancerígenas em ensaios in vitro que o fármaco livre.