Potencial biotecnológico de Synechococcus nidulans cultivada em meio alternativo utilizando extrato de bagaço de caju

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Azevedo, Paula Daniele Ribeiro
Orientador(a): Santos, Everaldo Silvino dos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA QUÍMICA
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/55195
Resumo: O cultivo de microalgas tem despertado bastante atenção nos últimos anos, uma vez que esses microrganismos são fontes de compostos bioativos que oferecem uma vasta área de aplicação, inclusive na área de cosméticos. Particularmente, o Brasil possui o quarto maior mercado do mundo de cosméticos, bem como apresenta condições climáticas favoráveis para o cultivo de microalgas. Porém, diante das inúmeras espécies de microalgas pouco exploradas e do alto custo de produção de biomassa, torna-se necessário o investimento em pesquisas que envolvam o estudo de espécies pouco estudadas e estratégias de produção de biomassa com custo reduzido. Neste sentido, o objetivo desta pesquisa foi avaliar o potencial da microalga Synechococcus nidulans, espécie pouco estudada, utilizando cultivos mixotróficos com adição de Extrato do Bagaço de Caju (EBC) como fonte carbono orgânico a fim de aumentar a produção de biomassa e avaliar o potencial de produção de compostos bioativos de interesse para indústria de cosmético. Experimentos de cultivo de S. nidulans foram realizados em condições autotróficas e mixotróficas com diferentes concentrações de EBC (0,5%, 1,5% e 2,5% (v/v)) e a composição da biomassa foi determinada em termos de carboidratos, proteínas, lipídios, cinzas e carotenoides. Os cultivos foram realizados em triplicata, sob condições controladas (temperatura de 24 ± 1ºC, intensidade luminosa, de aproximadamente 310 µmol/m2 /s fótons, fornecida por 5 lâmpadas florescentes de 40 W, aeração constante, fotoperíodo de 12 h claro/escuro). Os cultivos submetidos ao estresse com EBC indicaram melhores rendimentos em biomassa. Observou-se uma queda de 25,9% nos níveis de cinzas no cultivo mixotrófico com adição de 2,5% (v/v) de EBC, ao contrário dos teores de carboidratos, que houve um aumento de até 28,5% com a adição de 2,5% (v/v) de EBC em relação ao cultivo controle. Os resultados mostraram que o uso de EBC na produção de bioativos pela microalga reduziu os rendimentos de lipídios totais e carotenoides totais em relação ao cultivo controle (13,22% ±0,25% e 10,02mg/g ±4,33 mg/g). Porém, o aumento de produção de biomassa nos cultivos mixotróficos justifica o aumento produtivo dos bioativos com custo menor em relação ao controle. Com relação à produção de proteínas totais, o cultivo com adição de EBC 2,5% se destacou, apresentando 54,07% ±3,59%. Assim, os resultados demonstram que a microalga em estudo contém biocompostos de interesse para a indústria de cosméticos e que estes são passíveis de serem explorados em cultivo mixotrófico com resíduos agroindustriais como fonte de carbono orgânico.