Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Coutinho, Renata Karolyne Gomes |
Orientador(a): |
Archanjo, Renata |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
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Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ESTUDOS DA LINGUAGEM
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/58004
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Resumo: |
As expansões de narrativa, nos mais diferentes suportes de mídia, são um fenômeno com tendência de crescimento nas últimas décadas. Tais expansões podem ocorrer, em relação ao tempo da narrativa, em três diferentes maneiras: prequels, coquels e sequels. Nesta pesquisa, trazemos como corpus de análise o romance Wicked (1995), prequel da narrativa infantil The Wonderful Wizard of Oz (1900), o qual tem como premissa a volta ao passado do famoso enredo para contar a vida da personagem conhecida como Bruxa Má do Oeste. Assim, temos como objetivo realizar uma análise dialógica da (re)construção identitária da Bruxa Má do Oeste em Wicked (1995). Para desenvolver tal projeto, ancoramos a pesquisa no campo da Linguística Aplicada (Cavalcanti, 1986; Celani, 1992; Fabrício, 2006; Menezes; Silva; Gomes, 2022; Moita Lopes, 1994, 2006a, 2006b, 2022; Pennycook, 2006; Rajagopalan, 2006; Signorini, 1998), utilizamos como base os pressupostos teórico-metodológicos do Círculo de Bakhtin (Bakhtin, 2011a, 2011b, 2014, 2015, 2016, 2017a, 2017b, 2017c, 2018, 2020, 2023; Medviédev, 2019; Volóchinov, 2018, 2019a, 2019b, 2019c), como também as contribuições de Bauman (2001, 2004, 2005), Hall (2014, 2020) e Woodward (2014), no que tange aos estudos identitários, e de pesquisadores como Saint-Gelais (2011, 2016) e Parey (2019), no que se refere à transficcionalidade e às expansões de narrativa. Nesta pesquisa, busca-se responder aos seguintes questionamentos: de que maneira as bruxas se converteram em personagens antagonistas de produtos estéticos e como os prequels refocalizam personagens antagonistas e contribuem para a (re)construção identitária da Bruxa Má do Oeste? Na análise desenvolvida, percebeu-se que a personagem Elphaba (que se converterá na Bruxa Má do Oeste) é construída discursivamente como um sujeito produto dos cronotopos em que vive e das relações dialógicas que mantém com os Outros, fazendo com que tal sujeito passe pelo processo de transformação que o leva a se converter na antagonista do Mágico de Oz, refratando, pois, a ideia de que a maldade das personagens antagonistas não nasce com elas, mas que é fruto de um processo contínuo de construção identitária. |