Comparando exercícios com e sem biofeedback por eletromiografia na Síndrome da Dor Subacromial: estudo aleatorizado e cego

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Oliveira, Araken Kleber Azevedo de
Orientador(a): Brasileiro, Jamilson Simões
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/46653
Resumo: Introdução: mudanças no movimento e na ativação muscular da articulação escapulo-umeral podem estar relacionadas à Síndrome da Dor Subacromial. O biofeedback eletromiográfico durante o exercício pode aumentar essa ativação e coordenação muscular e, consequentemente, melhorar a dor e a função do ombro. Métodos: este estudo comparou os efeitos de um protocolo de exercícios com e sem o uso de biofeedback eletromiográfico sobre as variáveis dor, função e movimento do complexo do ombro, em indivíduos com Síndrome da Dor Subacromial. Um total de 24 voluntários de ambos os sexos foram randomizados nos grupos Exercícios Terapêuticos e Biofeedback (os mesmos exercícios terapêuticos utilizando biofeedback eletromiográfico nos músculos trapézio e serrátil). Dor e função do ombro foram avaliadas como desfechos primários e amplitude de movimento, força muscular, atividade eletromiográfica e cinemática escapuloumeral como desfechos secundários. Os indivíduos foram submetidos a oito semanas de intervenção e as comparações foram realizadas entre os grupos no início do estudo, após quatro e oito semanas de tratamento, e quatro semanas após finalizada a intervenção. Achados: Não houve diferenças entre os grupos para a dor, função do ombro, força muscular, amplitude de movimento ou para as variáveis de atividade eletromiográfica. A rotação externa escapular foi maior em 90 ° de elevação do braço (P = 0,007, diferença entre os grupos = 5,9 °) após quatro semanas no Grupo Exercício. Já a rotação superior da escapula foi maior em 60 ° de elevação do braço (P = 0,001, diferença entre os grupos = 13,9 °) quatro semanas após a intervenção no Grupo Biofeedback. Interpretação: Os exercícios terapêuticos mostraram-se efetivos na redução da dor e melhora da função em pacientes com SPS. A adição do EMG-biofeedback aos protocolos de exercícios não influenciou nas variáveis analisadas.