Território, maternagem e extermínio da juventude negra. Uma etnografia nas periferias ao oeste de Parnamirim/RN

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Tavares, José Rolfran de Souza
Orientador(a): Navia, Ângela Mercedes Facundo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ANTROPOLOGIA SOCIAL
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/33347
Resumo: O Rio Grande do Norte nos últimos anos esteve entre os estados brasileiros com a maior taxa de homicídios contra jovens, sendo as pessoas assassinadas majoritariamente homens, negros e pobres. Partindo desse problema social e considerando que são as mulheres as principais responsáveis pelos cuidados desses sujeitos, buscando cotidianamente formas de salvaguardá-los do risco de morte, esta pesquisa procurou compreender quais as percepções de segurança pública e as estratégias de manutenção da vida de jovens negros que “mães” que já tinham perdido um “filho” adotam para que outros tutelados com o mesmo perfil não morram. Para realizar esta dissertação, foi feita uma etnografia da relação de maternagem de seis mulheres que moram em uma região da cidade de Parnamirim-RN com problemas de violência urbana desde o final da década de 90. Essa empreitada foi feita através de dois movimentos: no primeiro o esforço foi para produzir um levantamento histórico sobre como se deu o desenvolvimento urbano e as dinâmicas de segurança pública do local; no segundo o investimento foi em compreender como as mães lidam com tal configuração social, inclusive com as recentes transformações do mundo devido à pandemia de coronavírus e à luta internacional pela vida das pessoas negras. Cabe destacar que o autor deste trabalho reside no local pesquisado e uma das colaboradoras da pesquisa é a sua mãe. Chamá-la para compor este estudo (mesmo ela não havendo tido um tutelado assassinado) foi uma estratégia metodológica para facilitar a aproximação com as demais mulheres, que já tinham uma relação de afinidade com ela.