Avaliação da atividade antibacteriana e antibiofilme in vitro de óleos essenciais de plantas condimentares sobre bactérias potencialmente patogênicas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Barros, Amanda Vieira de
Orientador(a): Motta Neto, Renato
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/46529
Resumo: Na busca por novas alternativas para o controle bacteriano, pesquisas utilizando plantas condimentares estão ganhando cada vez mais destaque. Perante do seu valor nutricional e potencial antibacteriano, as plantas condimentares estão sendo utilizadas em metodologias alternativas. Com isso, antimicrobianos de origem natural poderiam ser uma alternativa eficaz e viável economicamente para a conservação de alimentos, substituindo o uso de substâncias sintéticas. Com base nestas pesquisas, o objetivo principal de estudo foi avaliar o potencial antibacteriano e antibiofilme de óleos essenciais de plantas condimentares frente as cepas de interesse alimentar Escherichia coli (ATCC 25922) Staphylococcus aureus (ATCC 25923), Klebsiella pneumoniae (ATCC 10031), Pseudomonas aeruginosa (CCBH 5698) e Salmonella Typhimurium. As plantas Rosmarinus officinalis (Alecrim), Zingiber officinale (Gengibre) e Allium sativum (Alho) foram obtidas comercialmente, e seus óleos extraídos por hidrodestilação acoplada ao Clevenger. Seus perfis químicos foram avaliados pela técnica de Cromatografia Gasosa acoplada a Espectrometria de Massas. Para a avaliação da atividade antimicrobiana foram determinadas a Concentração Inibitória Mínima e, posteriormente, a Concentração Bactericida Mínima dos óleos essenciais. As concentrações subinibitórias de CIM, 2xCIM e 4xCIM foram utilizadas para analisar o efeito dos óleos na inibição dos biofilmes, sendo avaliados pelos testes de captação do cristal violeta e leitura da densidade óptica a 595 nm, e os resultados comparados com o efeito do antibiótico Amoxacilina nas mesmas concentrações. Na avaliação do perfil químico dos óleos essenciais, observouse maior concentração de monoterpenos e sesquiterpenos em R. officinalis e Z. officinale, enquanto o óleo de A. sativum era composto majoritariamente de substâncias organossulfuradas. Os óleos essenciais demonstraram atividade contra as cepas testadas, em especial frente a P. aeruginosa (CIM 1,33-5,33 µg/mL e CBM 0,83-1 µg/mL). O melhor resultado do óleo de R. officinalis foi observado contra a cepa S. aureus (CIM 8 µg/mL e CBM 3,33 µg/mL), já Z. officinale conseguiu melhor efeito frente a E. coli (CIM 4 µg/mL e CBM 5,33 µg/mL), enquanto o óleo de A. sativum teve o melhor desempenho frente a K. pneumoniae (CIM 4 µg/mL e CBM 5,33 µg/mL). Avaliando o efeito dos óleos na inibição do biofilme, R. officinalis conseguiu inibir apenas a formação S. aureus (≥ 57,33%) nas concentrações de 2xCIM e 4xCIM, não apresentando efeito frete aos demais biofilmes. Os melhores efeitos antibiofilme foram observados para Z. officinale e A. sativum, no qual, conseguiram inibir a formação de quase todos os biofilmes testados com taxa de inibição maiores que 70%, obtendo melhor desempenho do que o antibiótico Amoxacilina nas mesmas concentrações. Conclui-se que, devido a concentração de terpenos e organossulfurados, os óleos essenciais de Z. officinale e A. sativum, respectivamente, apresentaram melhor atividade antibacteriana, inibindo a formação de biofilmes e configurandose como alternativas promissoras para a conservação de alimentos e combate de microrganismos patogênicos.