Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Fortunato, Hipócrates Matheus José da Silva |
Orientador(a): |
Pichorim, Mauro |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
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Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SISTEMÁTICA E EVOLUÇÃO
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/57785
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Resumo: |
A taxonomia é essencial para compreender a biodiversidade, envolvendo a classificação e nomeação de táxons. O conceito de espécie é central nesta área da ciência, mas sua definição é amplamente discutida. Com propósito de não ficar preso a apenas um tipo de abordagem deste conceito, a taxonomia integrativa combina outras abordagens para uma delimitação mais precisa para o termo “espécie”. Neste trabalho combinanamos fatores ecológicos e morfológicos para investigar uma espécie de ave: Streptoprocne biscutata, que pertence a família Apodidae, ordem Apodiformes, a qual possui 92 espécies de aves popularmente conhecidas como andorinhões. Em 1991, durante uma expedição, H. Sick descreveu uma nova subespécie ao estudar uma população na região nordeste do país: Streptoprocne biscutata seridoensis, baseada em diferenças de tamanho de asa e cauda quando comparado com outras populações que ocorrem no sul e sudeste do Brasil. No entanto, essas diferenças não foram apoiadas por testes estatísticos, levantando dúvidas sobre sua validade. Aqui buscamos verificar estatisticamente se S. b. seridoensis possui medidas menores que S. b. biscutata e se representam uma variação gradual ao longo de um gradiente latitudinal. Nossos resultados mostraram que há uma diferença de tamanho entre as populações, sugerindo que estas diferenças são variações graduais, questionando a classificação de subespécie com base apenas nesses critérios. Foi Considerado também, a área de distribuição das duas subespécies, pois, sabe se que estas aves buscam lugares de difícil acesso para dormirem e nidificarem, como cavernas ou penhascos rochosos, geralmente atrás de cachoeiras, tais fatores afetam área de distribuição e reprodução. Como tentativa de investigar melhor a diagnose destas subespécies, neste trabalho averiguamos via modelagem de nicho ecológico, se S. biscutata deve ou não continuar com a divisão subespecífica, baseando em variáveis de clima e relevo para as projeções ecológicas. |