Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Reis, Thaís Silva dos |
Orientador(a): |
Machado, Flávia Christiane de Azevedo |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
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Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO, TRABALHO, EDUCAÇÃO E SAÚDE
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/46982
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Resumo: |
A Educação Permanente em Saúde é uma estratégia que visa promover mudanças na realidade do trabalho mediante reflexão crítica e problematizadora. Portanto, pode qualificar continuamente a atenção à saúde, incluindo as práticas de Educação Popular que requerem aporte pedagógico dos profissionais para alinhar objetivos às estratégias desenvolvidas. Neste contexto, a experiência aqui relatada no formato de uma pesquisaação buscou promover a qualificação das atividades educativas dos profissionais da saúde que atuam no âmbito da Atenção Primária à saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) na regional de saúde de São Luís/MA, suscitando reflexões críticas sobre o próprio trabalho a partir dos princípios, lógicas e ferramentas da Educação Popular em Saúde mediante desenvolvimento de oficina de capacitação. Nesta oficina foram avaliados materiais educativos relacionadas ao ciclo de vida gravídico-puerperal da mulher. Esses materiais, uma vez avaliados pelos profissionais participantes foram avaliados por mulheres potenciais usuárias de serviços de saúde. Sinteticamente, foi desenvolvido em cinco fases: 1. Produção de materiais educativos elaborados a partir de uma revisão bibliográfica tradicional sobre os temas: Amamentação, luto gestacional, importância da doula no processo de gestar e parir e violência obstétrica, 2. Desenvolvimento de oficina, 3. Adequação dos materiais às proposições dos profissionais avaliadores,4. Envio dos materiais educativos para uma amostra de mulheres, 5. Adequação dos materiais às observações das usuárias. Participaram da oficina 10 profissionais, sendo 5 encaminhados pelo superintendente da Atenção Primária à Saúde (APS) do estado do Maranhão e 5 profissionais da Escola de Saúde Pública do Estado do Maranhão. A oficina de capacitação, composta por dois encontros de 90 minutos, ocorreu de forma remota pela plataforma Google Meet® em junho de 2021. As dinâmicas utilizadas na oficina foram embasadas na teoria da problematização valendo-se assim de referenciais teóricos para contrapor a prática e suscitar reflexões. Durante a oficina ocorreu validação de conteúdo das cartilhas pelos profissionais para viabilizar posterior avaliação por uma amostra de mulheres. Na perspectiva dos profissionais, havia necessidade de mudar as ilustrações substituindo figuras em forma de desenho por imagens reais a fim de facilitar a identificação de sinais e sintomas e adicionar assuntos não contemplados. Essas indicações foram norteadoras de ajustes. Uma vez realizados, procedeu-se a análise das cartilhas por uma amostra de conveniência de 23 mulheres, maiores de 18 anos de idade com a vivência do processo gestacional há no máximo 6 meses. A avaliação da oficina pelos profissionais, na totalidade dos critérios, obteve juízo de valor satisfatório ou muito satisfatório. Assim acredita-se que a ação de Educação Permanente em Saúde alcançou sua proposição de viabilizar uma maior apreensão sobre as práticas de educação popular em saúde. A perspectiva deste estudo é contribuir para a qualificação dessas práticas à medida que esses profissionais implementem na práxis o apreendido. |