Fontes proteicas alternativas na alimentação de ovinos em confinamento

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Dantas, Joederson Luiz Santos
Orientador(a): Costa, Marcone Geraldo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PRODUÇÃO ANIMAL
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/26711
Resumo: Objetivou-se avaliar o consumo, desempenho e o rendimento de carcaça de ovinos alimentados com fontes proteicas alternativas. Foram utilizados 32 ovinos SPRD (sem padrão racial definido) com peso médio inicial de 22,34 ± 2,05 kg e idade média inicial de 4 meses, distribuídos em delineamento inteiramente casualizado com quatro tratamentos e oito repetições. Os animais foram alojados em baias individuais para acompanhamento de ganho de peso, determinação do consumo e da digestibilidade aparente da matéria seca e dos nutrientes. O feno de capim-massai e a palma forrageira foram bases volumosas das dietas experimentais, que diferiram em relação às fontes proteicas: farelo de soja, torta de babaçú, torta de coco e torta de algodão. Ao atingirem aproximadamente 35 kg de PV os animais foram abatidos a fim de avaliar os rendimentos de carcaça. Observou-se efeito (P<0,05) das fontes proteicas sobre os consumos de matéria seca (CMS), matéria orgânica (CMO), proteína bruta (CPB), carboidratos não fibrosos (CCNF), fibra em detergente neutro (CFDN) e extrato étereo (CEE). Os animais alimentados com farelo de soja apresentaram maiores consumos de matéria seca (1,27 kg/dia), matéria orgânica (1,16 kg/dia), proteína bruta (0,142 kg/dia), e carboidratos não fibrosos (0,640 kg/dia). Os maiores CFDN e CEE foram dos animais alimentados com torta de algodão (0,440 kg/dia) e torta de coco (0,061 kg/dia), respectivamente. Houve efeito (P<0,05) para o GMD com maiores médias para os animais que foram alimentados com torta de algodão. Não foi observado efeito nos rendimentos de carcaça quente e fria. O conteúdo do trato gastrintestinal sofreu efeito das fontes proteicas alternativas com maiores médias para os animais alimentados com torta de coco (6,30 kg). As tortas de algodão e babaçu podem ser utilizadas como alternativas ao farelo de soja em dietas para ovinos em confinamento. Devido ao menor desempenho dos animais alimentados com torta de coco, seu uso deve ser condicionado ao valor econômico e disponibilidade como fonte de proteína.