Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Jankovic, Marcela de Melo Germano da Silva |
Orientador(a): |
Goulart, Solange Virginia Galarca |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/25493
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Resumo: |
As habitações de baixo impacto ambiental conceitualmente apresentam consumo reduzido de recursos naturais não-renováveis, pouca produção e descarte de resíduos, máxima qualidade ambiental, e elevado desempenho térmico e lumínico. Neste estudo teve-se como objetivo analisar o desempenho de uma habitação de baixo impacto ambiental, no clima quente e úmido, e relacionar as soluções adotadas dentro do processo projetual. Os critérios considerados foram: desempenho térmico, desempenho luminoso natural e artificial, desempenho energético, e condicionantes projetuais para a gestão de água e materiais construtivos. O tema abordado contribuiu com a análise das Habitações de Baixo Impacto Ambiental para o clima quente e úmido com enfoque na cidade de Natal, o processo projetual integrado e o seu potencial de aplicação tendo o menor impacto ambiental como meta. Foram adotados procedimentos de pesquisa bibliográfica e estudo de caso, a partir de uma abordagem multicritérios do impacto ambiental e a sistemática de integração com as fases projetuais. Posteriormente, aplicaram-se os multicritérios no estudo de caso. Nos resultados, o melhor desempenho térmico da habitação (83% de horas anuais em conforto) apresentou painéis em madeira com absortância à radiação solar de 30% na envoltória, abertura com tabicões – na parte de baixo da fachada Sul para entrada de ar, e tabicões ao alto da fachada Norte para a saída de ar – com a integração de sombreamento nas aberturas. As estratégias projetuais garantiram um desempenho luminoso natural e artificial, com disponibilidade de luz natural (80%) e uniformidade (relação máxima de 1:10), além de uma baixa densidade de potência instalada e eficiência luminosa. O desempenho energético da habitação resultante do confronto entre o perfil de consumo, os equipamentos instalados (redução de 17% comparado com convencional) e a produção de energia (100% da demanda), indica o alcance da meta de balanço energético zero. A demanda de água potável teve uma redução de 38% com os equipamentos economizadores (pia, lavatório e chuveiro), e a redução total de consumo de água foi de 52% ao se considerar que parte do consumo não potável é substituída pela água da chuva. Com relação aos materiais, não foi possível quantificar a redução de impacto devido o caráter qualitativo de análise da categoria. A análise da aplicação dos multicritérios contribuiu para a elaboração de recomendações projetuais e potenciais do processo e das estratégias aplicadas. |