Avaliação imuno-histoquímica das proteínas BMP-4, FGF-8 e Sindecan-1 em tumores odontogênicos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Pimentel, Emília Beatriz das Neves Silva Maia
Orientador(a): Freitas, Roseana de Almeida
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PATOLOGIA ORAL
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/19912
Resumo: Tumores odontogênicos provêm de tecidos dentários por proliferação de tecido epitelial e/ou mesenquimal. Biologicamente, estas lesões poder ter naturezas distintas, sendo caracterizadas como alterações no desenvolvimento tecidual (hamartomas), tumores benignos não agressivos ou agressivo e tumores malignos. No desenvolvimento e na progressão desses tumores odontogênicos, diferentes relações de interações epitélio/mesenquimais ocorrem originando os diferentes tipos dessas lesões. Numerosas moléculas sinalizadoras participam dessas relações, dentre estas o fator de crescimento fibroblástico (FGF), e a proteína (Óssea Morfogênica (BMP) e proteoglicanos de sulfato de heparan (sindecan), as moléculas envolvidas nos processos de transcrição e os produtos transcritos. Diante, objetivo dessa pesquisa foi investigar a imunolocalização de fatores de crescimento (BMP-4 e FGF-8) e de proteína mesenquimal (Sindecan-1) em uma série de tumores odontogênicos apresentando comportamento biológicos distintos, visando contribuir para um melhor entendimento da participação dessas proteinas no desenvolvimento tumoral. A amostra foi constituída por 21 ameloblastomas do tipo sólido, 19 cerataocistos odontogênicos e 14 tumores odontogênicos adenomatóides. As células imunomarcadas por BMP-4 e FGF-8 foram quantificadas, enquanto a contagem de sindecan-1 foi semi-quantitativa, e cada caso tumoral catergorizado em escores: 0 - ausente; 1 - 1 a 10% de células positivas, 2 - 11 a 50% de células positivas; e 3 - > < 50% de células positivas. Maior imunoexpressão da sindecan-e foi observada no epitélio das lesões quando comparada com o mesenquima. No ameloblastoma e o ceratocisto odontogênico essa expressão foi maior que no TOA, o que pode caracterizar um comportamento biológico mais agressivo dessas duas primeiras lesões. A maior expressão de BMP-4 no mesenquima de ameloblastoma comparado ao ceratocisto ( p=0,009), pode indicar uma interação e participação ativa nas células parenquimais na patogenese desses tumores, enquanto que no tecido epitelial, nenhuma diferença signigicativa foi observada quando comparadas as três lesões. Sendo que no ameloblastoma sua expressão foi predominantemente mesenquimal (p=0,008), enquanto no ceratocisto maior expressão foi observada no epitélio (p = 0,0046). Em todas as lesões, correlação forte ou moderada foi observada na imunoexpressão de BMP-4 no epitélio e mesenquima. Para FGF-8, em nenhuma lesão foi observaa diferença entre a imunoexprssão no epitélio ou mesenquima, contudo no ameloblastoma correlação positiva foi encontrada (Correlação Spearman, rho=0,857,p<0,001), indicando que a imunoexpressão de FGF-8 concomitante foi indicar um pior prognóstico para ameloblastomas e também, estar a uma associado a uma maior atividade osteolítica obsrervada nesses tumores. Concluiu-se então que os três biomarcadores avaliados nesse estudo (BMP-4, FGF-8 e Sindecan) participam ativamente da patogenese das lesões, sendo que maior imunoexpressão de FGF-8 e sindecan pode estar associada a um comportamento biológico mais agressivo, enquanto BMP-4 apresentou padrão de imunoexpressão semelhante nas três lesões, podendo estar associado à diferenciação celular e manutenção do padrão de crescimento da lesões.