Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Paiva, Weslley de Souza |
Orientador(a): |
Rocha, Hugo Alexandre de Oliveira |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
|
Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOTECNOLOGIA
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Brasil
|
Palavras-chave em Português: |
|
Área do conhecimento CNPq: |
|
Link de acesso: |
https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/49905
|
Resumo: |
O estresse oxidativo é uma causa de inúmeras doenças em humanos, isso provoca uma busca constante de novas moléculas que possam ter capacidade antioxidante e evitar o surgimento de doenças. O objetivo desse trabalho foi extrair quitosana de fungos (Chit-F) e sintetizar uma nova molécula, conjugando Chit-F com ácido gálico, a qual foi denominada de ChitFGal, a fim de potencializar sua ação antioxidante. Após coleta, isolamento e identificação do fungo como sendo da espécie Rhizopus arrhizus, foi possível extraír uma molécula que, após testes físico- químicos como cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC), infravermelho por transformada de fourier (FTIR) e ressonância magnética nuclear (RMN), foi caracterizada como uma quitosana, com grau de desacetilação 86% e baixa massa molecular, além disso, sem presença de proteínas e compostos fenólicos. Após isso, foi realizada com sucesso a síntese de quitosana fúngica + AG (Chit-FGal), comprovada pelo aumento em 4x da quantidade de compostos fenólicos em relação a Chit-F, como também o surgimento de um pico na região dos anéis aromáticos na análise de RMN. Ao ter as 2 amostras extraídas/sintetizadas e caracterizadas, foram realizados os testes antioxidantes in vitro (Quelação de cobre, quelação de ferro, capacidade antioxidante total (CAT), poder redutor e sequestro de radical superóxido), onde as amostras tiveram atividades em todos os testes, porém Chit-FGal obteve resultados pelo menos 50% (p <0,05) superiores, demonstrando a potencialização das atividades ao modificar a molécula nativa. As amostras Chit-F e ChitFGal não foram citotóxicas para fibroblastos murinos (NIH/3T3) em nenhuma das concentrações utilizadas. Quando estas células foram expostas a apenas peróxido de hidrogênio (0.06 mM), detectou-se sinais de citotoxicidade que não abolidos quando estas células foram expostas a peróxido de hidrogênio e Chit-Fgal (de 0,05 a 0,25 mg/mL). Ao testar a capacidade antioxidante in vivo utilizando modelo zebrafish (Danio rerio), foi observado um efeito de proteção dos embriões contra danos causados por peróxido de hidrogênio 0,06 mM. Posteriormente as larvas com 3 dias pós fecundação foram analisadas quanto a produção de espécies reativas de oxigênio (EROs), peroxidação lipídica e a taxa de morte celular por apoptose . Ambas demonstraram ação protetora contras os 3 fenômenos estudadas. Esses resultados demonstram o excelente potencial antioxidante de Chit-F, como também a potencialização dessa ação ao conjugar esse polímero com ácido gálico (ChitFGal), in vitro e in vivo o que torna essa nova molécula como promissora como antioxidante, com potencial para tratar diversos problemas causados pelo estresse oxidativo. |