Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Gomes, Valéria Carla Vieira |
Orientador(a): |
Cenci, Adriane |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
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Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO ESPECIAL
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/52183
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Resumo: |
Pensar em uma Educação Especial Inclusiva é buscar ferramentas e estratégias para proporcionar um trabalho que vise a participação e aprendizagem de todos os estudantes. A organização do trabalho colaborativo entre os profissionais é um dos aspectos que pode auxiliar nesse processo, principalmente, na inclusão dos estudantes Público-alvo da Educação Especial (PAEE). Nesse sentido, a pesquisa foi conduzida em uma escola pública localizada na Zona Norte de Natal/RN e teve como objetivo geral: desenvolver, implementar e avaliar uma formação continuada, com vistas à organização do trabalho colaborativo para a inclusão de todos os estudantes, junto aos professores do Ensino Fundamental, gestão, coordenação, professores da Educação Especial, professor intérprete de Libras e professores da SRM. E, como objetivos específicos: 1) acompanhar a aprendizagem expansiva durante a formação; 2) refletir sobre a organização do trabalho colaborativo para a inclusão escolar; 3) entender o potencial de formações colaborativas para a organização do trabalho na escola e 4) produzir um guia orientador para formações colaborativas em contextos escolares. A pesquisa foi orientada pela Teoria Histórico-Cultural da Atividade, tendo destaque a compreensão de Aprendizagem Expansiva, teorizada por Engeström (2002, 2016), que diz respeito à produção coletiva de novas aprendizagens, de mudanças. Configura-se como uma pesquisa colaborativa (IBIAPINA, ALBUQUERQUE, 2016), que teve os dados produzidos a partir de entrevistas, de questionários e, principalmente, da formação com os professores. Essa formação é compreendida como intervenção formativa que se caracteriza como organização de um processo de transformação, constantemente remodelado pela dinâmica organizacional e política interna e pelas condições específicas que ela encontra ou cria (ENGESTRÖM, 2011). A intervenção formativa teve dez encontros on-line, com o suporte da plataforma Google Meet, realizados entre outubro de 2021 e junho de 2022, com o objetivo de criar espaços de compartilhamento e construção de aprendizagens para a organização do trabalho colaborativo inclusivo. Os dados foram interpretados a partir da análise textual discursiva (MORAES, 2003), tendo como eixo as ações de Aprendizagem Expansiva. Assim, as discussões da formação concentraram-se nas ações de questionamento, de análise histórica e empírica de modelagem e de exame do novo modelo; não se logrou completar o Ciclo de Aprendizagem Expansiva com consolidação das novas práticas discutidas. Se buscava reflexão e construção de ferramentas que contribuíssem para o trabalho colaborativo e inclusão na escola; as ações de questionamento voltaram-se para a organização do planejamento e para as articulações entre os profissionais; as ações de análise buscaram compreender o contexto e a organização do trabalho colaborativo na instituição; as ações de modelagem tomaram forma na criação de um organograma e o uso do drive da instituição como ferramentas para a resolução aos questionamentos postos; as ações de exame do novo modelo se detiveram em apontar dificuldades para o uso do drive. Articuladas à categoria da Aprendizagem Expansiva, também se discutiu inclusão, colaboração, planejamento, formação de professores, categorias que estiveram entrelaçadas em toda a construção textual. As reflexões da pesquisa também foram base para a construção de um guia orientador de formação colaborativa, produto que é requisito do mestrado profissional. Percebe-se o potencial do trabalho colaborativo para a construção de práticas inclusivas, considerando tanto o trabalho no cotidiano da escola, como o trabalho conduzido nas formações. |