Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Santos, Isadora Araújo |
Orientador(a): |
Silva, Josimey Costa da |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ESTUDOS DA MÍDIA
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/25712
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Resumo: |
Esta pesquisa busca compreender os efeitos de sentido do recurso ao grotesco como forma expressiva nas obras dos cineastas Federico Fellini e Pedro Almodóvar. Para isso, analisamos comparativamente dois filmes: 8½ (FELLINI, 1963) e Tudo Sobre Minha Mãe (ALMODÓVAR, 1999), de maneira a estabelecer relações dialógicas entre as obras analisadas e as demais produções dos diretores a partir de suas representações de corpos estigmatizados. Essa estratégia metodológica nos permitiu discutir o modo estético como os cineastas articulam marcas simbólicas e estereótipos em suas narrativas. Ainda que haja inúmeras diferenças no modo como fazem cinema, é possível aproximá-los no modo como ambos criam tramas labirínticas para personagens transgressores, valendo-se de uma elaboração estética que provoca estranhamento e, assim, contribui para a desconstrução de estereótipos e estigmas sociais. A figura do palhaço, as experiências de vida e as ameaças da morte dimensionam a perspectiva circense do universo de Fellini, que festeja a loucura, o obsceno e o disforme; Almodóvar aboliu as dicotomias certo e errado para convidar o espectador à aberração, à solitude, à marginalidade. Como aporte teórico principal à pesquisa, utilizamos as noções de Goffman (1978) sobre estigma e Soares (2009) acerca de estigma social na mídia, as categorizações do grotesco sob a luz de Sodré e Paiva (2002) e as teorias de cinema cunhadas por Edgar Morin (2014) e Christian Metz (1980). O método de abordagem sugerido por Vanoye e Goliot-Lété (1994) foi o utilizado para analisar os filmes. |