Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Costa, Ben- Hur Bernard Pereira |
Orientador(a): |
Hanke, Michael Manfred |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
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Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ESTUDOS DA MÍDIA
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/57868
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Resumo: |
O lar é um fenômeno antropológico e espacial, resultado da identificação do sujeito com o lugar. Para Alfred Schütz (1979), o lar é o marco zero sobre o território, de onde partimos e para onde queremos retornar, e sua produção se dá à medida em que o habitamos. Assim, se habitar é condição da existência humana (Heidegger, 2006), o lar é uma possibilidade para qualquer pessoa, desde que a sua relação com o espaço seja constante e mutuamente constituinte. As tecnologias de informação e comunicação (TICs), por sua vez, não mais são percebidas como meros objetos dispostos na superfície do planeta, mas sim como elementos que compõem e dinamizam a natureza (Santos, 2013). Nesta tese propomos quatro postulados que descrevem e explicam como o sistema-lar é produzido, praticado e acessado na contemporaneidade, por meio de três eixos teóricos-conceituais: a) as propriedades das mídias - que, para Flusser (1992), tensionam a estrutura do espaço privado; b) a midiatização do mundo da vida - que transforma as interações em sociedade (Sodré, 2002; Hjarvard, 2012) e c) a projeção das identidades no espaço habitado, realizada pelas mídias, que fornecem aos indivíduos uma experiência de habitar nômade. Com isso, defendemos que o lar se espalha sobre o território a partir de uma relação comunicacional entre humanos e espaços constituídos pelas mídias. |