Educação permanente sob a ótica de profissionais do serviço de atendimento móvel de urgência

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Oliveira, Aline Silva de
Orientador(a): Rodrigues, Maisa Paulino
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/23727
Resumo: A educação permanente em saúde vem sendo discutida desde que a Organização Pan-Americana da Saúde considerou-a importante para alcançar o desenvolvimento dos sistemas de saúde. No Brasil, esse conceito torna-se evidente com a criação da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde no ano de 2004. Desde então, poucos estudos tem sido realizados sobre o tema, especialmente nos serviços de urgência e emergência. A formação dos profissionais da área de saúde ainda é um dos nós críticos para o fortalecimento do SUS, haja vista ainda estar fortemente ligada ao modelo de saúde hegemônico, ou seja, hospitalocêntrico. Portanto, o estudo objetivou analisar a concepção dos profissionais sobre educação permanente no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de um município do Estado do Rio Grande do Norte. Trata-se de um estudo qualitativo que utilizou a análise temática de conteúdo para análise dos dados. A técnica de coleta de dados foi a entrevista semiestruturada. Do resultado das entrevistas com 29 profissionais, emergiram três categorias: Concepção sobre Educação permanente em Saúde; Efetivação da Educação Permanente em Saúde e Processos Educativos ofertados pelo Núcleo de Educação Permanente em Saúde. As falas dos profissionais, em sua maioria, revelam que a Educação Permanente é vista como sinônimo de Educação Continuada. Além disso, os múltiplos vínculos empregatícios, associados a escassas reuniões de equipe, entre outros foram apontados como dificuldades para efetivação da educação permanente. As facilidades relatadas foram a gratuidade dos cursos, boa infraestrutura e flexibilidade de dias e horários dos processos educativos. No tocante aos processos educativos, observou-se que os profissionais mostraram-se satisfeitos e que esses não só contribuem, mas também são aplicáveis à realidade do dia-a-dia de trabalho. Entretanto, identificou-se que a escolha dos processos educativos é realizada de forma verticalizada, sem a participação direta dos trabalhadores. Além disso, diversas necessidades educacionais foram relatadas pelos profissionais. Assim, o estudo possibilitou identificar que a educação permanente deve estar presente neste cenário como uma estratégia de qualificação das práticas nos serviços de urgência e emergência. Faz-se necessária não só a compreensão do conceito de educação permanente, bem como o aprimoramento de tal prática no serviço de saúde em foco.