Avaliação de células endoteliais circulantes como possíveis marcadores de diagnóstico na pré-eclâmpsia: uma revisão sistemática

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Oliveira, Arthur Renan de Araújo
Orientador(a): Ururahy, Marcela Abbott Galvão
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/52590
Resumo: A pré-eclâmpsia (PE) é uma doença multifatorial e multissistêmica, cuja fisiopatologia envolve lesão endotelial e aumento de Células Endoteliais Circulantes (CECs). Tem como critérios de diagnóstico a hipertensão, que ocorre após 20 semanas de gestação, acompanhada de proteinúria e/ou disfunção de órgão-alvo. A PE está associada a diversas complicações tanto maternas quanto fetais, que podem culminar com o óbito. Assim, a identificação de biomarcadores com poder de diagnóstico pode levar a intervenções precoces, minimizando as complicações. Alguns estudos vêm avaliando a associação do número de CECs com o desenvolvimento da PE. Assim, o objetivo deste estudo foi investigar se as CECs podem ser utilizadas no diagnóstico da PE. Para isto, foi elaborada uma revisão sistemática de acordo com as diretrizes PRISMA e registrada no PROSPERO (CRD42021226265). PubMed; Lilacs; Scopus; Embase; Web of Science; Science Direct; Cochrane Library e Gray-literature: CAPES e Google Scholar, foram as bases de dados utilizadas para a busca de artigos publicados até julho de 2022, sem restrição de idioma. A pergunta clínica foi elaborada de acordo com a estratégia PECOT, sendo elegíveis estudos observacionais (transversais, caso-controle e coorte), que avaliassem a contagem de CECs em sangue periférico de gestantes diagnosticadas com PE e normotensas, sendo o desfecho principal a diferença na contagem das CECs entre essas pacientes. As etapas de seleção por título e resumo, leitura de texto completo e extração de dados foram realizadas por dois pesquisadores de forma independente e um terceiro para decisão de conflitos. No total, 505 artigos foram recuperados pela estratégia de busca e 6 artigos preencheram os critérios de inclusão. A avaliação da qualidade metodológica dos estudos foi feita por meio da escala de Newcastle-Ottawa e todos apresentaram baixo risco de viés. Houve um aumento significativo no número de CECs no grupo PE em relação ao grupo controle na maioria dos estudos e apenas um deles não observou essa diferença. Foi demonstrada, ainda, uma correlação positiva da contagem de CECs com o aumento da pressão arterial. Assim, a contagem de CECs, tem grande potencial para ser utilizada como um novo biomarcador de diagnóstico da PE.