Projetando no silêncio: estratégias para participação de pessoas surdas em projetos de arquitetura residencial

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Medeiros, Ana Thereza Faria de
Orientador(a): Elali, Gleice Virginia Medeiros de Azambuja
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/25492
Resumo: No Brasil o tema da inclusão social e ambiental de pessoas com deficiência vem sendo discutido em diversas áreas. Dentro da arquitetura, tal debate tem sido atrelado ao conceito de Desenho Universal (entendido como base para a garantia de acessibilidade ao ambiente físico e à busca de soluções adequadas à diversidade humana) e as estratégias que promovam a maior participação dos usuários no processo projetual. Nesse sentido destaca-se a necessidade de o profissional dominar técnicas para o desenvolvimento e a apresentação de propostas que sejam facilmente compreendidas pelos clientes, sejam quais forem as limitações dessas pessoas. Inserindo-se nesta questão, esta pesquisa investiga um modo para facilitar a comunicação entre o projetista e o usuário surdo (cujas maiores limitações são justamente no campo da comunicação interpessoal), a fim de possibilitar que: (i) o primeiro compreenda a relação das pessoas surdas com o ambiente construído; (ii) o segundo entenda a proposta projetual e participe ativamente do processo de sua elaboração. O trabalho se apoia, teoricamente, em alguns conceitos de Comunicação e Deaf Space. Empiricamente, foram realizadas simulações de alguns ambientes residenciais com um modelo físico tridimensional manipulados por pessoas surdas, acompanhadas por entrevistas e observações. A experiência ocorreu na cidade de Mossoró/RN entre os meses de outubro e novembro de 2017 e contou com a participação de 12 surdos de ambos os gêneros. Os resultados apontam para a eficácia da metodologia, facilitando o processo de comunicação entre ambas as partes além de permitir a compreensão de alguns conceitos de arquitetura, de acessibilidade e até do próprio Deaf Space dificilmente identificados por meio de metodologias mais comumente utilizadas na área como entrevistas e questionários, auxiliando no desenvolvimento de futuras pesquisas tanto com protótipos quanto com ambientes para pessoas surdas.