A teoria da objetivação e o desenvolvimento da orientação espacial no ensino-aprendizagem de geometria

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Paiva, Jussara Patrícia Andrade Alves
Orientador(a): Noronha, Claudianny Amorim
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/29055
Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo analisar os meios semióticos mobilizados no processo de ensino-aprendizagem da orientação espacial, que possibilitam ao estudante estabelecer uma relação reflexiva e ética com o espaço. A pesquisa adotou como referencial teórico a Teoria da Objetivação desenvolvida por Luis Radford (2006, 2015, 2017a, 2017b, 2018a), que tem como pressuposto que o saber é algo potencial, constituído historicamente e culturalmente e não uma construção individual. A Teoria da Objetivação embasou os pressupostos teóricos da metodologia, o desenho das tarefas a serem vivenciadas na sala de aula e a análise dos dados coletados. Quanto a orientação espacial, partimos do embasamento teórico de autores como Clements e Sarama (2009), Blanco (2011), Vecino (2005) para delinear as categorias utilizadas para a análise dos saberes matemáticos mobilizados. Para a coleta de dados, realizamos uma intervenção numa sala de aula do 6º Ano do Ensino Fundamental, por meio da vivência de tarefas de orientação espacial, gravada em áudio e vídeo. O tratamento dos dados possibilitou a análise dos meios semióticos mobilizados, e da coordenação desses em uma abordagem multimodal. A identificação dos meios semióticos mobilizados permitiu analisar o processo de objetivação e de subjetivação que ocorrem entrelaçados, com uma influência mútua e recíproca entre esses processos, que denominamos de coinfluência. Identificamos também, momentos de dissonâncias na articulação dos meios semióticos mobilizados. Nas análises evidenciamos a relevância da representação gráfica (plantas e mapas), dos gestos e de termos linguísticos específicos como meios semióticos na objetivação da orientação espacial. Por fim, evidenciamos como os saberes e os meios semióticos mobilizados nesse processo, permitiram aos estudantes enxergarem o espaço de forma mais próxima e ampla, fortalecendo o sentimento de pertencimento numa relação mais reflexiva com o espaço, e influenciaram na relação ética, possibilitando o surgimento de indivíduos com uma maior confiança e segurança na vivência e na comunicação com os outros, por meio de referências espaciais.