Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2015 |
Autor(a) principal: |
Freire, Xênia Alves |
Orientador(a): |
Medeiros, Soraya Maria de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
|
Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Brasil
|
Palavras-chave em Português: |
|
Área do conhecimento CNPq: |
|
Link de acesso: |
https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/21321
|
Resumo: |
A capacidade para o trabalho é o princípio do bem-estar laboral, podendo ser entendido como a capacidade física e mental, apresentada pelo profissional para execução de suas atividades no trabalho. Na perspectiva da saúde do trabalhador, a capacidade para o trabalho decorre da inter-relação do ambiente laboral e do estilo de vida, sendo influenciada por diversos fatores, incluindo as características sócio-demográficas, estilo de vida e os aspectos intrínsecos da atividade exercida. A atualidade do presente estudo justificou-se por sua relevância cientifica e social, ao enfocar a Capacidade para o Trabalho de enfermeiros do serviço de atenção primária a saúde. Este estudo teve como objetivo avaliar a capacidade para o trabalho de enfermeiros inseridos na Estratégia Saúde da Família dos município pertencentes à sétima região de saúde do estado do Rio Grande do Norte. Trata-se de uma pesquisa descritiva, com abordagem quantitativa. Na coleta de dados foi utilizado um questionário validado denominado de Índice de Capacidade para o Trabalho. Os dados coletados foram implantados em um banco de dados eletrônico e analisados estatístisticamente, e apresentados por meio de tabelas. O projeto de pesquisa foi apreciado pela Comissão de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, com CAAE: 43896315.7.0000.5537, respeitando-se a normatização da Resolução Nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, referente aos aspectos éticos da pesquisa envolvendo seres humanos. Os sujeitos foram convidados a assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido - TCLE. Os resultados revelaram que os enfermeiros apresentaram capacidade para o trabalho baixa em 1,58%, moderada em 32,11%, boa em 44,21% e ótima em 22,10%. A análise múltipla, ajustada por idade, sexo, educação, idade que começou a trabalhar, tempo de serviço, capacidade atual e total de doenças, evidenciou que as variáveis que melhor explicaram a variação do ICT foram a idade, capacidade atual para o trabalho e total de doenças. A pesquisa demonstrou que o número médio do Índice de capacidade para o trabalho dos enfermeiros é de 38,76 com desvio padrão de 5,37. Foi constatado que 2,11% dos enfermeiros apresentaram baixa capacidade para o trabalho em relação a exigências físicas, 24,21% moderadamente e 43,68% boa, e 30% muito boa. De acordo com as recomendações do Instituto Finlandês de saúde Ocupacional- FIOH, para os trabalhadores que apresentarem esses escores, devem ser implementadas medidas cujo objetivo restaurar a capacidade para o trabalho que se encontre baixa, melhorar a capacidade para o trabalho moderada, apoiar a capacidade para o trabalho boa e manter a capacidade para o trabalho ótima. Portanto, recomenda-se que o ICT seja aplicado nos demais níveis de atenção à saúde, na perspectiva da realização de um diagnóstico real da situação de todos os trabalhadores do setor saúde, possibilitando a aplicação das referidas medidas tão necessárias à recuperação e promoção da saúde dos enfermeiros. |