Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Moura, Isabelly Cristina Rodrigues Regalado |
Orientador(a): |
Lindquist, Ana Raquel Rodrigues |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
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Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/45494
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Resumo: |
Introdução: O domínio Participação da Classificação Internacional da Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) é definido como o envolvimento em situações de vida e é considerada um direito humano. Abrange elementos relacionados à frequência ou diversidade de participação, envolvimento, e preferências das crianças. Esses elementos funcionam como indicadores críticos de qualidade de vida para crianças com deficiência, mas são pouco utilizados na prática clínica de profissionais da reabilitação. Pensando em ampliar o olhar para os aspectos relacionados a participação, surge a necessidade de identificar as barreiras e facilitadores para a implementação, em seguida desenvolver uma estratégia de intervenção através de Tradução do Conhecimento (TC) para capacitar profissionais da reabilitação. Objetivos: (i) Escrever uma Scoping Review para identificar as barreiras e facilitadores para implementação em países de baixa, média e média alta renda; (ii) Identificar barreiras e facilitadores implementação do domínio participação; (iii) Capacitar os profissionais com relação ao domínio participação e avaliação do nível de propensão a mudança dos profissionais após a capacitação; (iv) Avaliar a percepção dos profissionais sobre a capacitação em participação. Justificativa: A implementação do domínio Participação da CIF fornecerá a identificação de barreiras e facilitadores para a implementação e do nível de propensão a mudança dos profissionais da reabilitação, estimulando a modificação na dinâmica terapêuticas dos profissionais e melhor atendimento as famílias e crianças com deficiência motora. Metodologia: Durante este estudo foram realizados uma revisão de escopo para conhecimento das estratégias de implementação em reabilitação em países de baixa e média renda, mapeamento das barreiras e facilitadores para a implementação e implementação do domínio participação da CIF através de abordagem mixed-methods. Na revisão de escopo foram identificados 14 estudos, sendo 3 de implementação e 11 de mapeamento. Durante a implementação 27 fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais participaram de quatro sessões de aprendizagem facilitadas por um facilitador do conhecimento. Antes da intervenção, os profissionais foram entrevistados através de grupos focais e pela ferramenta Organizational Readiness for Change (ORC) e grupos focais para análise do nível de propensão para a mudança e identificação de barreiras e facilitadores para a mudança. Após a intervenção, os profissionais foram entrevistados novamente através de grupos focais, para avaliar a possível mudança na prática. Dois pesquisadores realizaram a análise temática dos dados de forma independente. O design do estudo combina elementos de um ensaio pragmático e modelo mixed-methods. Resultados: Na revisão de escopo foram observadas barreiras e facilitadores individuais e organizacionais para a implementação em reabilitação. As barreiras de nível individual incluíram falta de habilidades e conhecimento, falta de motivação, tomada de decisão; e conhecimento da língua inglesa. Os facilitadores incluíam atitudes e motivação positivas. As barreiras de nível organizacional incluíam falta de tempo para acessar e implementar novas práticas, falta de recursos financeiros e pessoais, acesso limitado a periódicos científicos e aplicabilidade da pesquisa em ambientes rurais. Os facilitadores incluíam recursos financeiros e físicos adequados, um ambiente de gestão favorável, educação continuada e telereabilitação. Para o mapeamento dos profissionais foram realizados grupos focais onde foi possível identificar as barreiras e facilitadores individuais e organizacionais para a implementação no contexto local. Antes da capacitação os profissionais demonstraram ter bom conhecimento da CIF, mas apresentaram baixos índices de utilização da classificação na prática clínica. As barreiras individuais e organizacionais que poderiam família e contexto, dificuldade de ampliar o olhar, e barreiras do serviço. Como facilitadores para a implementação foram citados a padronização das ações, trabalho em equipe e estímulo do uso da CIF por outras categorias. Após a capacitação, os profissionais demonstraram aumento nos níveis de propensão a mudança, e satisfação com o treinamento, inserindo na prática clínica o domínio participação da CIF. Durante a implementação, os profissionais enfrentaram barreiras de tempo, rotina e sobrecarga de trabalho; e facilitadores relacionados ao bom treinamento da equipe e valorização pessoal. Conclusão: Esta estratégia foi eficaz em identificar as barreiras e facilitadores para implementação em contexto de baixa e média renda, identificar a percepção dos profissionais sobre a capacitação do domínio participação da CIF e redirecionar o olhar de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais para a noção de participação em atividades de lazer de crianças com deficiência. Essa mudança pode, potencialmente, facilitar novas implementações baseadas na participação. |