Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Araújo, Renata de Oliveira |
Orientador(a): |
Valença, Márcio Moraes |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/28127
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Resumo: |
A ideia criativa, que gera um partido arquitetônico, contém o princípio básico do projeto, ainda na etapa de formulação imaterial, na mente do projetista. É do encontro entre a mente e os meios de representação que o projeto se torna visível para o mundo. Dentre as formas de representação, encontram-se os modelos de estudo. Alguns dos materiais e ferramentas utilizados para confeccionar tais modelos são: papelão, papel cartão, cartolina e reciclados. O objetivo geral deste estudo consiste em analisar o modelo de estudo como ferramenta de concepção projetual e de suporte à criatividade na arquitetura. O presente trabalho teve caráter de investigação qualitativa e experimental e desenvolveu-se da pesquisa bibliográfica, realização de duas oficinas, em 2018, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e na Universidade Federal do Ceará (UFC). As oficinas tiveram duração aproximada de 4h e contaram com a participação de estudantes de graduação em arquitetura, pós-graduação, arquitetos e professores. Com base nos estudos realizados por Vyzoviti (2004), os modelos obtidos foram classificados em Diagramas de Organização Espacial e Protótipos Arquitetônicos. Nos primeiros, o espaço surge na dobra do papel durante o processo de geração de volume e é percebido e transformado em ‘espaço de verdade’, não ainda como um possível edifício, mas podendo acomodar um programa abstrato, podendo também apresentar uma ideia criativa. Os protótipos arquitetônicos são Diagramas de Organização Espacial que adquiririam matéria arquitetônica, como parâmetros de materialidade, programa e contexto etc. As oficinas constituíram-se de um piloto de exercício de ensino e prática do projeto arquitetônico. Conclui-se que, se comparadas aos universos estudados, escritórios e escola, as oficinas foram uma amostragem em alta velocidade real do que se pratica nesses contextos. Os resultados (modelos) carregam em si o discurso dos projetistas e os processos observados foram focados em testes de possibilidades e um processo dinâmico entre mente e meio material. Em outras palavras: as descobertas e testes provocadas e submetidos aos modelos ocorrem simultaneamente à sua exploração. Uma vez que a criatividade não ocorre sem influências externas, foram identificadas conhecidas referências de arquitetura em alguns resultados. No contexto atual, é importante ressaltar que os modelos de papel cartão podem ser integrados com outras ferramentas de projeto, como as digitais. |