Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Freire, Aline Gabriel |
Orientador(a): |
Nascimento, José Heriberto Oliveira do |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA TÊXTIL
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/27327
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Resumo: |
A utilização dos biopolímeros derivados de fibras têxteis, veiculados em complexos nanoestruturados para administração e liberação controlada de fármacos vem emergindo em diversas áreas da tecnologia. Na área cosmética, o uso de nanopartículas como agente encapsulante de moléculas ativas tem como vantagem a proteção contra oxidação, fotólise e hidrólise, melhor permeação cutânea, aumento do prazo de validade, liberação controlada, diminuição de irritação na pele, melhora da biodisponibilidade, direcionamento do fármaco para a derme, entre outros. A fibroína extraída da fibra da seda é um promissor biopolímero para aplicação na área biomédica devido suas caraterísticas de biocompatilidade, biodegradabilidade, não toxicidade e a resistência microbiana. Neste contexto, o biopolímero acetil hexapeptídeo, comercialmente conhecido como Argireline® é uma macromolécula sintética desenvolvida para mimetizar a toxina botulínica na redução de rugas e linhas de expressão. Este biopolímero possui um elevado peso molecular e tem característica hidrofílica, o que dificulta a permeação para as camadas mais profundas da pele, se aglomerando apenas na superfície do estrato córneo. O objetivo deste trabalho foi desenvolver nanopartículas do acetil hexapeptídeo utilizando a fibroína da seda como matriz polimérica, para potencial aplicação em formulações dermocosméticas de uso tópico que permita a liberação controlada da droga em uma camada profunda da pele e avaliar a citotoxicidade in vitro utilizando fibroblastos da linhagem L929. As nanopartículas foram preparadas pelo método de dessolvatação em diferentes concentrações. As nanopartículas foram analisadas quanto sua morfologia, tamanho, carga superficial, eficiência de encapsulamento, liberação do ativo e citotoxicidade, utilizando as técnicas espalhamento dinâmico de luz (DLS), potencial zeta, microscopia eletrônica de varredura com efeito de campo (MEV-FEG), espectroscopia de absorção molecular no ultravioleta e visível (UV-Vis), espectroscopia de absorção no Infravermelho por Transformada de Fourier (FTIR), análise termogravimétrica (TG), viabilidade celular e liberação controlada in vitro. As nanopartículas obtidas apresentam diâmetros entre 70 e 150 nm, com morfologia esférica. Os resultados de FTIR demonstraram a presença do fármaco no nanossistema. No perfil de liberação observou-se uma liberação de 6% do bioativo após 1h e 30 minutos de ensaio e após 24h, apresentou liberação de 28%, em pH 5,5. E em pH neutro, houve a liberação de 43% do bioativo após 24h. As nanopartículas com o acetil hexapeptídeo não apresentaram citotoxicidade em concentrações de 0,1 mg/mL e 0,05 mg/mL, tornando-se viável a aplicação no tecido epitelial. |